Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Violência atinge 6.846 profissionais da rede estadual de SC em 2025

Audiência na Alesc discutiu agressões contra professores e medidas de proteção, enquanto sindicato lançou campanha por respeito à educação.

Santa Catarina registrou quase 7 mil casos de violência contra professores em 2025

A rede pública estadual de Santa Catarina registrou 6.846 casos de violência contra profissionais da educação em 2025, conforme dados apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC). O levantamento do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (Nepre) indica uma média de 44 ocorrências por dia letivo.

Os números foram discutidos em uma audiência pública realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), solicitada pelo Sinte/SC. Professores relataram agressões dentro das escolas e falta de apoio institucional após os episódios. Nos últimos quatro anos, 4.819 docentes foram vítimas de agressões.

Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) também apontam que 1 em cada 100 escolas teve o calendário interrompido por causa de episódios de violência. Além disso, 1 em cada 20 diretores relatou casos de estudantes portando armas.

Relatos e medidas propostas

O professor Michel Flor afirmou ter sido agredido e ameaçado por uma mãe de estudante. Segundo ele, o episódio provocou acompanhamento médico e retorno ao trabalho mesmo durante o tratamento. Flor também relatou falta de apoio da escola, do Nepre e da Secretaria de Estado da Educação.

A presidente do Sinte/SC, Elivane Secchi, declarou que a violência contra os trabalhadores não deve ser vista como uma sequência de casos isolados. Para ela, o achatamento da carreira e a precarização salarial também representam violência institucional.

Durante o encontro, o sindicato lançou a campanha “Violência não. Respeito à Educação!”, que cobra medidas de proteção e valorização profissional. A deputada Luciane Carminatti (PT), responsável por presidir a mesa, apresentou uma minuta de Projeto de Lei com protocolos de atendimento às vítimas, acolhimento, suporte jurídico e assistência psicológica.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) e da Secretaria de Estado da Educação (SED). A secretária da Educação, Luciane Ceretta, não compareceu.

O Observatório Nacional da Violência contra Educadores divulgou ainda um estudo sobre agressões contra profissionais da educação no país. Conforme o levantamento, 57% dos entrevistados apontaram profissionais da área pedagógica como principais agentes de violência. Na sequência aparecem familiares dos estudantes, com 44%, e os próprios alunos, com 34%.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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