MARABÁ — A Câmara Municipal questiona a contratação de uma engenheira civil pela Prefeitura de Marabá, no Pará, sem registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). A exigência estava prevista no edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS).
A denúncia foi apresentada em plenário pelo vereador Marcos Paulo da Agricultura (PDT), que afirmou que a profissional recebia aproximadamente R$ 13 mil por mês. Após a divulgação do caso no Legislativo, a administração municipal exonerou a engenheira.
Para o parlamentar, porém, o desligamento não encerra a necessidade de esclarecimentos sobre a admissão sem o requisito previsto no processo seletivo. Ele defendeu a convocação dos secretários de Administração e de Obras para prestar informações à Câmara.
"As regras precisam valer para todos, não importa o nome, a amizade, a indicação, não importa a posição política", declarou Marcos Paulo da Agricultura.
O presidente da Câmara, vereador Ilker Moraes, afirmou durante os debates que a situação não seria isolada. Segundo ele, verificações anteriores já haviam apontado suspeitas semelhantes de irregularidades em processos seletivos de outra secretaria do governo municipal.
A Câmara deve formalizar a convocação dos secretários envolvidos para depoimentos. A Prefeitura de Marabá ainda não havia respondido aos questionamentos sobre o caso.







