Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Por que o fanatismo rejeita fatos e protege crenças

A psicologia das massas ajuda a explicar por que o fanático nega evidências para preservar uma causa, um dogma ou uma liderança.

Por que o fanatismo rejeita fatos e protege crenças
Foto: Divulgação

Debates públicos frequentemente colocam, de um lado, fatos documentados, dados estatísticos e a lógica elementar. Do outro, aparece a recusa inabalável de evidências, mesmo quando as provas são apresentadas de forma clara. Para o fanático, admitir que a própria crença está errada pode representar uma ameaça ao valor que atribui a si mesmo.

Essa reação não é descrita como simples ignorância ou falta de informação. Na análise apresentada por Freud em sua psicologia das massas, a adesão radical a uma causa ou a um líder faz com que o indivíduo substitua o próprio ideal de ego por uma ideia externa. O valor pessoal passa, então, a depender da preservação desse ideal.

Por isso, a crítica ao dogma deixa de ser percebida como um debate intelectual. Ela é sentida como uma ameaça existencial. O indivíduo transfere sua capacidade de julgar para uma liderança ou para um dogma e passa a defender uma ideia não necessariamente por considerá-la verdadeira, mas porque precisa que ela seja verdadeira para continuar de pé.

O custo de recuar

Quanto maiores são os sacrifícios feitos em nome de uma causa, maior tende a ser o investimento emocional e menor a disposição para recuar. Reconhecer o equívoco depois de anos de envolvimento significaria, nesse raciocínio, admitir a falência da própria trajetória.

O fanatismo não é classificado como doença mental ou transtorno psiquiátrico nos manuais diagnósticos. Psicologia e psiquiatria o compreendem como um fenômeno psicossocial e um mecanismo de defesa rígido da personalidade.

Assim, o fanático não parte da busca pela compreensão dos fatos. Ele já escolheu o que defender e se transforma em guardião de narrativas e versões alinhadas à sua crença, mesmo diante de evidências consideradas irrefutáveis.

Em 2016, Trump afirmou: “Eu poderia ficar parado no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém e ainda assim eu não perderia nenhum eleitor, ok? É incrível.” A declaração é apresentada como exemplo da distorção construída e consolidada em torno de uma figura pública.

José Medrado é mestre em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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