Jogadoras e integrantes da comissão técnica do Bahia usaram uma faixa vermelha durante a semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino contra o Corinthians. Diferente de um acessório exclusivo da capitã, o símbolo foi adotado por todo o grupo e levou uma mensagem contra os rótulos impostos às mulheres e aos nordestinos.
A faixa foi preparada ao longo da semana que antecedeu o confronto. Depois da derrota por 1 a 0 na Arena Fonte Nova, o técnico Felipe Freitas explicou que a cor escolhida tem relação com o Bahia e representa a disposição das atletas para se dedicarem ao máximo em campo.
"A gente construiu essa faixa ao longo da semana. Primeiro, a cor vermelha representa o Bahia, mas também representa o nosso sangue, no sentido de entregarmos o sangue e fazermos tudo o que for possível", explicou o treinador.
Mensagem contra rótulos
Segundo Felipe, o gesto também se relaciona à trajetória do time. Após conquistar o acesso à Série A1, o Bahia passou a disputar a elite sob previsões de que lutaria contra o rebaixamento. Em 2025, as Mulheres de Aço chegaram às quartas de final. Nesta temporada, alcançaram a primeira semifinal nacional da história da equipe.
O técnico afirmou que a faixa representa a intenção de cada integrante do elenco e da comissão de não aceitar classificações antecipadas. Ele também associou a mensagem à xenofobia e defendeu que mulheres e nordestinos possam ocupar os espaços que escolherem.
A partida reuniu 5.811 torcedores na Fonte Nova. O público estabeleceu o recorde do Brasileirão Feminino de 2026 e também foi o maior da história do futebol feminino na Bahia. Após o apito final, mesmo com o resultado, as jogadoras foram aplaudidas e ouviram gritos de "eu acredito".
O Bahia voltará a enfrentar o Corinthians na próxima segunda-feira, 21, às 21h30, na Neo Química Arena. A equipe busca a classificação inédita para a final do Brasileirão e o primeiro título de sua história.








