O Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal prorrogou por mais 90 dias a investigação sobre denúncias de atrasos salariais e no recolhimento do FGTS de funcionários terceirizados do Metrô-DF. A apuração envolve trabalhadores responsáveis pela limpeza de trens, viaturas e dependências da Estação Águas Claras.
A denúncia foi recebida em maio e posteriormente transformada em investigação. Nesta semana, o MPT também abriu prazo de 20 dias para que o Metrô-DF informe as providências adotadas para garantir os pagamentos. A companhia deverá comprovar os depósitos do FGTS dos últimos três meses feitos pela empresa contratada.
De acordo com o MPT, documentos apresentados inicialmente indicavam que os salários de maio e junho haviam sido pagos, enquanto o Metrô cobrava da prestadora o cumprimento das obrigações trabalhistas. Depois, surgiram informações sobre possíveis atrasos no FGTS e sobre o salário de julho, quitado em 11 de agosto.
A companhia negou ter sido notificada. O Metrô-DF afirmou que cumpre os prazos previstos para o pagamento do contrato firmado com a Evolução Engenharia e Transportes Ltda. e atribuiu à empresa contratada a responsabilidade pelo pagamento dos salários dos empregados terceirizados.
Denúncia do PSB
A denúncia foi apresentada pelo diretório do PSB no Distrito Federal. Segundo o partido, cerca de 36 funcionários estão com o FGTS em atraso. Os trabalhadores também tiveram atraso no pagamento do 13º em 2025.
O presidente do diretório, Rodrigo Dias, afirmou que a denúncia também cobra a fiscalização do Metrô-DF sobre as obrigações trabalhistas das empresas contratadas. “Não é razoável que trabalhadores continuem prestando regularmente seus serviços e convivendo, mês após mês, com a incerteza sobre o recebimento dos próprios salários”, disse.
A Evolução Engenharia e Transporte Ltda. foi procurada, mas não respondeu até a última atualização.








