DISTRITO FEDERAL — O homem de 28 anos suspeito de invadir um vagão exclusivo para mulheres, assediar e agredir passageiras foi liberado após prestar depoimento na 21ª Delegacia, na segunda-feira (14). A Polícia Civil informou que ele assinou um termo de comparecimento à Justiça quando for convocado.
Durante o episódio, uma passageira teve o joelho fraturado depois que o homem pisou sobre a região. Outra mulher teria sido enforcada e agredida. A identidade do suspeito não foi divulgada.
A corporação afirmou que a liberação ocorreu porque o caso foi tratado como crime de menor potencial ofensivo. A ocorrência, porém, é investigada como importunação sexual, cuja pena prevista no Código Penal é de até 5 anos. A classificação ainda pode ser alterada durante a apuração.
Agressões dentro do vagão
Segundo as vítimas, o homem entrou no vagão e fez gestos obscenos. Ele teria se recusado a sair mesmo depois de ser abordado pelas passageiras. Quando elas ameaçaram chamar a segurança, o comportamento teria se tornado agressivo.
Na tentativa de retirá-lo do espaço, houve correria. Natacha de Oliveira caiu e teve o joelho atingido quando o homem pisou sobre ele. Ela também relatou que outra passageira foi enforcada e recebeu golpes. “Ele ficou em cima dela, enforcando ela, batendo nela”, afirmou Natacha.
O Metrô-DF informou que o homem foi retirado da estação e levado à delegacia. Passageiras disseram que, pouco mais de duas horas depois, o viram novamente na Estação Praça do Relógio e, depois, dentro de um vagão feminino.
Investigação
A Polícia Civil declarou que a autoridade policial de plantão apontou a falta de testemunhas e de outras provas, como imagens de câmeras de segurança, como motivo para não autuar o suspeito em flagrante por importunação sexual. O registro foi classificado como “vias de fato e importunação sexual em apuração”.
O caso foi encaminhado à 12ª DP, responsável por aprofundar as investigações e decidir qual medida jurídica será adotada. A conduta também pode ser reclassificada como lesão corporal grave se for constatado que alguma vítima ficou afastada do trabalho por 30 dias ou sofreu sequelas permanentes.
Testemunhas afirmam ainda que o homem já havia invadido o mesmo vagão antes e voltou a usar o espaço após ser liberado. Essa informação pode ser considerada na avaliação de eventual reincidência.








