Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Mensagens mostram alertas ignorados em operações do BRB com o Banco Master

Relatório da Polícia Federal aponta que dirigentes seguiram com negócios apesar de dúvidas sobre documentos, liquidez e risco regulatório.

Mensagens mostram alertas ignorados em operações do BRB com o Banco Master
Foto: Reprodução/TV Globo

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que dirigentes do Banco de Brasília (BRB) mantiveram operações com o Banco Master apesar de alertas, pendências e questionamentos internos sobre a viabilidade dos negócios. As transações ocorreram entre 2024 e 2025 e estão relacionadas à crise enfrentada atualmente pelo BRB.

As conversas foram trocadas entre o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, o então diretor de finanças e controladoria Dario Osvaldo Garcia Junior e o advogado Fabiano Barbosa. Segundo o relatório da PF, os diálogos aconteceram entre julho e novembro do ano passado e mencionaram repetidamente a possibilidade de quebra do Banco Master.

Em uma das mensagens, Paulo Henrique pressionou Dario a acelerar a assinatura dos documentos. O ex-presidente escreveu: “Dario, precisamos assinar tudo o que pudermos. Acredito que de hoje não passará.” Na sequência, pediu que o diretor deixasse tudo assinado. A investigação aponta que Paulo Henrique acreditaria que o Banco Master quebraria naquela data.

Em outro diálogo, Fabiano Barbosa, contratado pelo BRB para prestar consultoria jurídica na operação, e Dario Garcia criticaram a condução dos negócios pelo Banco Master. As mensagens citadas no relatório fazem referência a documentos que deveriam ser obtidos e a problemas atribuídos ao pessoal da instituição.

A PF concluiu que a compra do Banco Master foi marcada por falhas de governança, documentação irregular, falta de liquidez e risco regulatório. O relatório também aponta conduta temerária de diretores do BRB, que teriam mantido a compra de carteiras mesmo diante de atrasos, documentos irregulares e ausência de lastros.

Prisão e situação financeira

Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão de Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal afirma que ele teria permitido negócios com o Banco Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.

O BRB tentou comprar o Banco Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões na instituição de Vorcaro. O Banco Central barrou a compra. Depois, o BRB descobriu que parte das carteiras adquiridas era fraudulenta e não tinha lastro.

O governo do DF, acionista majoritário do BRB, tenta obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do banco. O governo federal informou que não pode dar garantia à operação, mas o DF mantém o pedido.

A defesa de Paulo Henrique Costa afirma que ele interrompeu a aquisição de carteiras assim que soube das irregularidades e adotou medidas, incluindo garantias na ordem de 25 bilhões. Segundo os advogados, 10,5 do 12,2 bilhões foram substituídos por ativos considerados sólidos. A defesa também afirma que a PF erra quanto aos fatos.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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