O Banco de Brasília (BRB) afastou cautelarmente cinco empregados citados em investigações internas sobre transações com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Os nomes e os cargos dos funcionários não foram divulgados.
A decisão foi tomada pela corregedoria do BRB e teve aval do Conselho de Administração. Em nota, o banco afirmou que "os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações".
Apurações sobre ex-dirigentes
Em agosto, os acionistas do BRB autorizaram a instituição a recorrer à Justiça contra ex-gestores que forem considerados responsáveis pelos prejuízos. O banco tem 90 dias, a partir da aprovação, para definir os nomes que poderão ser acionados.
A Polícia Federal informou que a gestão fraudulenta de ex-dirigentes do BRB nas operações com o Banco Master envolveu carteiras de R$ 17,5 bilhões. O Banco Central liquidou o Master, e o governo do DF tenta recuperar parte dos valores para cobrir o rombo no BRB.
Relatório da Polícia Federal aponta que o BRB tinha sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, incorporados formalmente ao ambiente de informações da instituição. Ainda conforme o documento, esses elementos não foram demonstrados no processo de decisão.
A PF apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Os peritos afirmaram que os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. As deliberações envolveram a continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos.
Os seis gestores já foram afastados da atual diretoria do BRB: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, que era presidente; Cristiane Maria Lima Bukowitz, ex-diretora executiva de Gestão de Pessoas; Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, ex-diretor executivo de Atacado e Governo; e José Maria Correa Dias Junior, ex-diretor executivo de Tecnologia.
O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações. Conforme as atas analisadas, ele não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.







