Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Sul

BRB diz ter sido vítima de crimes e anuncia mudanças após caso Master

Banco afirma ter renovado a diretoria, reforçado controles e colaborado com as investigações da Operação Compliance Zero.

BRB diz ter sido vítima de crimes e anuncia mudanças após caso Master

O Banco de Brasília (BRB) afirmou que foi vítima de atos criminosos relacionados às operações investigadas na Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A manifestação ocorreu neste domingo (13), após a divulgação de documentos obtidos com a quebra de sigilo da investigação.

A instituição informou que promoveu a renovação integral da diretoria executiva e adotou medidas para fortalecer os controles internos e a governança. Entre as providências, estão a contratação do escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da Kroll, para uma auditoria forense independente sobre as operações investigadas.

O BRB declarou que os resultados da auditoria foram encaminhados à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, ao Banco Central, à CVM e a instâncias do Poder Judiciário. Segundo o banco, o trabalho contribuiu para as conclusões da PF no inquérito e para a abertura de uma nova frente de investigação sobre gestão fraudulenta praticada por antigos gestores.

Documentos da investigação

Novos documentos indicam que integrantes do alto escalão do BRB tinham conhecimento de irregularidades em títulos adquiridos em transações com o Master. A Polícia Federal aponta que os dirigentes praticaram atos fraudulentos para justificar os valores repassados.

Mensagens encontradas no celular de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, também mostram que ele buscou alternativas para as negociações depois que o Banco Central negou a compra do Master pela instituição. Em mensagem enviada à esposa, ele escreveu: “Acredito que construí uma solução que não depende do Bacen e é boa para o BRB”.

A mensagem foi enviada em 6 de setembro de 2025, dias depois da negativa do BC. Paulo Henrique está em prisão preventiva desde abril deste ano.

Em nota, o BRB afirmou que “os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição”. O banco disse ainda que adota medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para proteger seu patrimônio, buscar o ressarcimento de eventuais prejuízos e responsabilizar envolvidos, em colaboração com os órgãos de fiscalização e controle.

A instituição informou que não comenta casos ou pessoas específicas porque as apurações continuam em andamento.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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