Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Documento liga “Mário” à produtora de filme sobre Bolsonaro nos EUA

Organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo aponta uma pessoa chamada Mario como sócia da Go Up nos Estados Unidos.

Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA

Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo relaciona uma pessoa chamada Mario à Go Up Entertainment nos Estados Unidos, produtora do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O documento integra o inquérito que apura suspeitas envolvendo um contrato de mais de R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB).

No desenho, a empresa brasileira aparece conectada à Go Up nos Estados Unidos. Abaixo do nome da companhia americana, há uma indicação de que seu sócio seria “Mário”. O papel também cita Karina, o ICB, outra organização não governamental ligada a ela, a Academia Nacional de Cultura e termos como contrato social, distribuição, lucro e eleição.

O documento não informa quem o produziu nem apresenta o sobrenome de Mario. Ele foi encontrado entre materiais classificados como “local 03”, recolhidos durante o cumprimento de mandados contra suspeitos. Uma decisão judicial relaciona esse local a um endereço de Karina no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. A própria página não esclarece onde foi apreendida.

Relação com Mário Frias

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) escreveu o roteiro de “Dark Horse” e mantém relações documentadas com Karina e suas organizações. Ele destinou emendas ao ICB e contratou, durante a campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora. A Go Up no Brasil tem Karina como única sócia formal. Nos Estados Unidos, o sócio registrado oficialmente é Michael Davis.

O ministro Flávio Dino mencionou, em decisão sobre o fim do sigilo, a hipótese de Frias ocupar uma posição de liderança na “suposta arquitetura criminosa”. A investigação também afirma que o deputado seria um “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e teria feito movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada. Frias ainda não havia respondido aos questionamentos sobre o caso.

O inquérito começou com a apuração de empresas subcontratadas pelo ICB para a instalação e a manutenção de pontos de wi-fi na capital paulista. O caso passou a incluir suspeitas de desvio de recursos e foi assumido por Dino, que já investigava emendas destinadas ao instituto. Também há um inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre possíveis desvios relacionados a transferências de Daniel Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria o filme.

Entre os documentos está um recibo de dezembro de 2025 que registra o pagamento de R$ 7.700 de Mário Luis Frias à Complexys pelo licenciamento de um sistema de “CRM político”. A empresa era subcontratada pelo ICB no contrato de wi-fi e também prestou serviços ao gabinete do deputado.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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