Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Empresa de filme sobre Bolsonaro quitou quatro faturas de Mário Frias

Registros da Go Up Entertainment mostram pagamentos de até R$ 36.857,35 entre agosto e novembro de 2025.

Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme
Foto: Reprodução

Registros de pagamentos da Go Up Entertainment mostram que a produtora de “Dark Horse” quitou ao menos quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) entre agosto e novembro de 2025. Os valores ficaram entre R$ 32,6 mil e R$ 36,8 mil.

Os pagamentos identificados foram:

  • fatura com vencimento em 25/08/2025, paga em 22/08/2025: R$ 32.604,39;
  • fatura de 25/09/2025, paga em 25/09/2025: R$ 34.164,08;
  • fatura de 25/10/2025, paga em 21/10/2025: R$ 33.242,21;
  • fatura de 25/11/2025, paga em 19/11/2025: R$ 36.857,35.

Frias atua como roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produtora é comandada por Karina Gama.

Investigações sobre o filme

A produção passou a ser investigada após informações sobre um possível financiamento de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Ele está preso em Brasília.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão relacionados ao financiamento do filme. Mário Frias e Karina Gama foram alvos da operação, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A PF informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação considera suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Em vídeo publicado nas redes sociais depois da ação, Frias negou irregularidades. O parlamentar afirmou que colaboraria com as investigações, entregaria os documentos necessários e acreditava no arquivamento do caso.

Há duas investigações em curso no Supremo Tribunal Federal. O caso sob supervisão do ministro Flávio Dino trata do possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público recebido por entidades e empresas ligadas à produtora.

O inquérito relatado pelo ministro André Mendonça examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e o percurso desses recursos. A assessoria de Mário Frias não respondeu aos questionamentos até a última atualização.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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