As mudanças na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), implementadas em dezembro de 2025, geraram uma economia estimada de R$ 9,64 bilhões até agosto de 2026. No mesmo período, o número de novos motoristas aumentou 17,1%, informou o Ministério dos Transportes.
A redução no custo para obter a habilitação pode chegar a 70%. Entre as dez cidades brasileiras pesquisadas, foram encontrados pacotes para as categorias A ou B por valores a partir de R$ 380. Esse preço foi localizado em Santos (SP) e incluía duas aulas práticas e o uso do veículo da autoescola.
Como a economia foi calculada
De acordo com o Ministério dos Transportes, R$ 2,94 bilhões deixaram de ser gastos com o curso teórico, que passou a ser gratuito e pode ser feito virtualmente. A participação nessa etapa é opcional. A formação prática respondeu por R$ 4,57 bilhões da economia, enquanto os deslocamentos evitados representaram R$ 278,7 milhões.
Também foram contabilizados R$ 1,44 bilhão relacionado à renovação automática para motoristas com selo de bom condutor e R$ 414,6 milhões em exames médico e psicológico. Antes das alterações, as aulas teóricas e práticas podiam alcançar R$ 5 mil.
O levantamento encontrou preço médio de R$ 500 para pacotes com duas aulas práticas. As opções com cinco aulas custavam, em média, R$ 900; com 10 aulas, R$ 1.300; e com 20 aulas, R$ 1.900. Os candidatos ainda pagam outras taxas, que variam conforme o estado. A versão digital da CNH é gratuita.
Prazo e número de pedidos
O tempo médio para concluir a primeira habilitação caiu de 210 dias para 147 dias, uma redução de 30%.
Entre janeiro e agosto de 2026, 2.003.112 pessoas conseguiram a primeira CNH, ante 1.710.473 no mesmo intervalo de 2025. Os maiores avanços ocorreram na Paraíba (77%), em Sergipe (69,5%), no Acre (55,4%), no Rio Grande do Norte (55,1%) e no Amapá (54%).
As solicitações cresceram 216%: passaram de 2.314.754 nos primeiros oito meses de 2025 para 7.315.625 no mesmo período de 2026. Amapá (485,8%), Sergipe (472,5%), Pernambuco (468%), Maranhão (443%) e Paraíba (423,8%) tiveram as maiores altas.
Todos os estados registraram aumento nos pedidos. Os menores índices foram observados em Minas Gerais (154,9%), Tocantins (138,5%) e Santa Catarina (114%).








