Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Laudos da SEMASA apontam E. coli e cianobactérias na água em Lages

Documentos emitidos em 05/02 indicam contaminação e recomendam carvão ativado, enquanto direção afirmou que a água era potável.

Risco à saúde: laudo aponta água com coliformes fecais em Lages e indica divergências com declarações da SEMASA

Laudos técnicos emitidos em 05/02 pela SEMASA e pela empresa terceirizada Itajuí identificaram elevada concentração de coliformes fecais, incluindo Escherichia coli, e presença de cianobactérias na água bruta de Lages. Os documentos indicam possível risco à saúde pública e divergem de declarações feitas pela direção da companhia no mesmo período.

As reclamações de moradores sobre a água começaram a ser recebidas pela Rádio Clube de Lages a partir de 15/01, ao longo de dez dias. Os relatos mencionavam coloração escura, acompanhada de imagens. Em 04/02, o diretor técnico da SEMASA, Luan Casagrande, e a diretora-presidente, Paula Granzotto, estiveram na emissora para explicar a alteração na cor e no odor.

Casagrande atribuiu o problema à escassez hídrica combinada com o aumento das temperaturas e afirmou que a população poderia consumir a água. Paula Granzotto também declarou que a água era potável e que a qualidade não havia mudado.

Recomendação de carvão ativado

O laudo assinado pelo engenheiro químico Altherre Branco, da Itajuí, recomendou o uso emergencial de carvão ativado para remover compostos responsáveis por gosto e odor, além de metabólitos e toxinas de cianobactérias. O documento registra que a condição encontrada indicava contaminação por matéria orgânica de origem fecal.

A necessidade do insumo também aparece em uma justificativa de emergencialidade, com confirmação de Raquel Holtrup Wolff, assessora de Captação e Distribuição de Água. Em relatório, a SEMASA informou que o estoque de carvão ativado estava esgotado e que a falta poderia levar à paralisação das ações corretivas.

No Diário Oficial do Município, foi publicada em 13/04 a compra emergencial do produto, dividido em sacas de 25 quilos, pelo valor total de R$ 96 mil. A aquisição havia sido formalizada em 13/02.

A SEMASA foi procurada para esclarecer a falta de insumos, o conhecimento prévio dos laudos e a comunicação à população sobre eventual risco ou alteração na qualidade da água, mas não respondeu até o fechamento. O espaço permanece aberto para manifestação.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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