Joinville, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Sul

Papaya transforma uma semente em protagonista de uma jornada sem diálogos

Longa de Priscilla Keller acompanha a descoberta do mundo por uma sementinha de mamão, com cores latino-americanas e trilha brasileira.

Papaya transforma uma semente em protagonista de uma jornada sem diálogos
Foto: Divulgação

A animação Papaya, primeiro longa-metragem da diretora Priscilla Keller, acompanha uma sementinha de mamão que deixa o interior do fruto e enfrenta os desafios do mundo exterior. Sem diálogos, o filme constrói sua narrativa por meio de sons, expressões, música e mudanças na paleta de cores.

No início da história, Papaya aparece ainda bebê, amamentada dentro do mamão ao lado de outras sementes. A imagem aproxima a polpa do fruto da ideia de um útero, enquanto a árvore assume a função de nutrir os filhotes. A diretora relaciona essa abordagem à experiência da maternidade e à observação do desenvolvimento do próprio filho durante a criação do projeto.

Da floresta ao mundo urbano

A jornada começa quando um pássaro rompe a casca do fruto e estabelece o primeiro contato visual com a sementinha curiosa. A partir daí, Papaya passa a conhecer a floresta e, depois, um ambiente urbano descrito como ainda mais perigoso. Os desafios são apresentados de forma episódica, acompanhando o crescimento da personagem e a maturidade que ela precisa desenvolver.

A estrutura tem pontos de aproximação com O Menino e o Mundo, animação dirigida por Alê Abreu. O cineasta participa de Papaya como produtor, enquanto Priscilla Keller trabalhou como coordenadora artística e assistente de direção no filme.

Visualmente, Papaya começa com uma atmosfera quase psicodélica na floresta. As cores remetem aos grafismos latino-americanos e às obras de Henri Matisse. Durante a trajetória da protagonista, alterações pontuais nessa paleta representam os obstáculos encontrados. O surgimento de membros também reforça a ideia da sementinha que queria voar.

Música como linguagem

A trilha sonora original é assinada por Talita Del Collado, artista do Trio Mana Flor, e incorpora influências regionais associadas ao forró. Como o filme não tem falas, a música e os sons da natureza ocupam papel central na comunicação das emoções e na condução da narrativa.

Priscilla Keller afirma que a ausência de diálogos também permitiria que a produção alcançasse públicos de diferentes lugares, sem depender de uma língua específica. Durante o desenvolvimento, a diretora realizou experimentos com sons de água, chuva e natureza enquanto fazia o filho dormir. Essas experiências ajudaram a imaginar como seria ouvir o ambiente a partir do interior de um mamão.

Talita Del Collado entrou no projeto quando a trilha ainda reunia referências musicais de diferentes lugares. A compositora levou o trabalho para uma sonoridade mais brasileira e latino-americana, em sintonia com o visual da animação. O filme também conta com uma música original de Tulipa Ruiz no encerramento.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5