Weverton Alan Alves Garcia, de 21 anos, continua internado em uma UTI da rede pública do Distrito Federal, embora já tenha recebido alta do setor. O jovem tem paralisia cerebral, usa traqueostomia e recebe alimentação por gastrostomia (GTT). A família aguarda uma vaga em enfermaria para a continuidade do tratamento.
O paciente foi internado com pneumonia complicada por derrame pleural e, conforme o relatório médico, evoluiu para choque séptico de origem pulmonar. No documento emitido nesta terça-feira, a médica registrou que ele estava em regular estado geral, respirava espontaneamente pela traqueostomia, sem desconforto ou queda de saturação, e não tinha febre. Weverton seguia em tratamento com antibiótico. Ao final, o relatório registra: “Segue de alta”.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não há, no momento, leito disponível de enfermaria de clínica médica para o paciente no Hospital Regional do Paranoá nem no Hospital Regional de Samambaia, onde ele está internado. A pasta afirmou que a solicitação foi enviada ao Complexo Regulador assim que a equipe da UTI indicou a alta.
Caso apareça uma vaga em Samambaia antes da transferência, Weverton será encaminhado para a enfermaria da própria unidade. A Secretaria também declarou que não existe pendência relacionada ao transporte e que as equipes de regulação e gestão de leitos acompanham a disponibilidade na rede.
Família busca transferência
Os familiares dizem que o jovem deveria continuar o tratamento no Hospital Regional do Paranoá, unidade de referência da região onde mora. Eles chegaram a ser informados de que havia uma vaga, mas depois souberam que o leito não estava reservado para ele.
O pai de Weverton procurou a Defensoria Pública do Distrito Federal nesta terça-feira (22) para tentar obter a transferência. A família também demonstra preocupação com a permanência do paciente na UTI depois da alta. “A gente tá morrendo de medo de ele ficar na UTI e acabar pegando alguma bactéria”, afirmou a irmã, Tainá Oliveira.
A Secretaria de Saúde afirmou que o paciente permanece internado, acompanhado por equipe multiprofissional e recebendo os cuidados necessários ao tratamento.








