A Polícia Civil investiga possíveis irregularidades em contratos do hospital de Sobradinho, no Distrito Federal, realizados por meio do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS). O caso envolve um servidor comissionado recém-exonerado e uma parente dele, proprietária da empresa que forneceu materiais à unidade.
Na manhã desta quarta-feira (9), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram na casa do ex-servidor, na residência da parente e no local de trabalho do investigado, que atuava no almoxarifado. A apuração estima prejuízo de R$ 400 mil desde janeiro.
De acordo com a investigação, o servidor teria usado o programa, que dispensa licitação, para beneficiar uma empresa da própria família. A empresa funcionava na casa do ex-servidor. Durante sua atuação no hospital, ele participava da definição dos produtos a serem comprados, analisava tecnicamente os materiais e conferia o recebimento.
A Polícia Civil também apura se os recursos públicos pagos à empresa foram destinados a familiares do servidor, ao pagamento de contas pessoais dos investigados e ao benefício de outros suspeitos. Os agentes recolheram celulares, notas fiscais, recibos e documentos de contabilidade.
A investigação busca esclarecer se o esquema começou no ano passado, se houve sobrepreço, se os materiais eram necessários e se as compras foram efetivamente entregues. O caso tramita em segredo de Justiça, e as identidades dos investigados não foram divulgadas.
A Secretaria de Saúde informou que prestará auxílio caso sejam solicitadas informações. O PDPAS repassa recursos a hospitais públicos para pequenos reparos e compras, com o objetivo de ampliar a autonomia e a agilidade dos dirigentes das unidades.








