JOINVILLE — Santa Catarina tem 1.301 leitos ativos de UTI nas redes adulta, pediátrica e neonatal. Desse total, 1.201 estão ocupados e 100 permanecem disponíveis, o que representa uma taxa superior a 92%, conforme o painel do governo do Estado.
O número pode não refletir a situação em tempo real. A taxa divulgada pode ficar abaixo da ocupação efetiva porque um leito que aparece como livre no sistema pode já ter sido destinado a outro paciente, antes da atualização da plataforma.
Ocupação por região
Na Grande Florianópolis e na Foz do Rio Itajaí, todos os leitos adultos de UTI da rede pública estão ocupados. O índice também supera 90% no Planalto Norte, no Norte e no Vale do Itajaí. No Sul, no Meio-Oeste e na Serra, a ocupação fica em torno de 80%.
Entre os leitos pediátricos, não há vagas na Grande Florianópolis, no Oeste e no Sul. Na terapia intensiva neonatal, a ocupação chega a 100% no Oeste, na Foz do Rio Itajaí, no Planalto Norte e no Norte.
Quando não existe vaga no hospital procurado, o paciente é encaminhado à Central de Regulação de Internações Hospitalares. O órgão busca transferência para outra unidade que tenha disponibilidade.
A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, informou que serão abertos, neste mês de abril, oito leitos adultos em Caçador, dez em Joaçaba e 15 em Lages. Na quinta-feira (4), o governo estadual oficializou a abertura de leitos no Hospital Maicé, em Caçador.
Com as novas vagas, Santa Catarina passa a contar com 158 novos leitos de UTI. A expectativa do governo é chegar a 170. Até a habilitação pelo Ministério da Saúde, o Estado vai custear o funcionamento. O repasse será de R$1,2 mil por leito de UTI SUS, esteja ele ocupado ou não, e de R$1,8 mil quando houver paciente internado.
Cirurgias e críticas
Segundo Carmen Zanotto, mais de 125 mil pacientes foram submetidos a cirurgias eletivas em 2023. Nos primeiros três meses deste ano, 33.586 pessoas passaram por procedimentos. A secretária afirmou que, mantido o ritmo, o total de 2024 deve superar o do ano anterior.
Em Joinville, a demora no atendimento do Hospital Infantil levou familiares a chamar a Polícia Militar na segunda-feira (1º). Alguns pacientes aguardaram 12 horas.
O cenário também foi questionado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na quarta-feira (3), o presidente da Casa, deputado Mauro de Nadal (MDB), disse haver diferença entre a situação real e as informações divulgadas pelo governo e afirmou que a Comissão de Saúde pode convocar a secretária para prestar esclarecimentos.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde declarou que mantém estratégias para ampliar os atendimentos, reduzir as filas de cirurgias eletivas e recuperar a estrutura dos hospitais. A pasta também afirmou que apresenta regularmente relatórios de ações à Assembleia Legislativa e está disponível para prestar informações sobre os avanços na área.








