A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) chega à reta final cercada por questionamentos sobre seus vínculos políticos, suas promessas e a possibilidade de influência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, se houver, será realizado em 25 de outubro.
O senador foi envolvido no escândalo relacionado ao Banco Master, no âmbito do filme Dark Horse, após a divulgação de áudios que revelaram uma ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na pré-campanha, o episódio afetou sua posição nas intenções de voto. Depois, Flávio reagiu e voltou a melhorar, mas permaneceu sob cobrança por explicações.
Relação com Jair Bolsonaro
Flávio defende Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador também promete libertar o pai caso seja eleito. Um indulto, porém, não seria uma atribuição direta do presidente, conforme a avaliação apresentada sobre a promessa.
Outro compromisso de campanha é subir a rampa ao lado de Jair Bolsonaro em uma eventual posse. A declaração levanta dúvidas sobre a autonomia de Flávio em um possível governo e sobre a influência do ex-presidente, preso ou solto, nas decisões do filho.
O senador ainda precisa explicar episódios ligados à sua trajetória política, incluindo a relação com o policial Adriano da Nóbrega e seus familiares, além das acusações de rachadinhas durante o período em que foi deputado estadual no Rio de Janeiro.
Também há questionamentos sobre a relação que Flávio pretende estabelecer com os Estados Unidos e sobre o papel de Donald Trump nos rumos do Brasil. O senador foi ao país pedir a inclusão de facções como organizações terroristas, iniciativa apresentada como um risco à soberania brasileira diante dos interesses americanos.
A principal cobrança dirigida ao candidato é que um eventual mandato no Planalto seja conduzido por ele, e não como continuidade de Jair Bolsonaro. Flávio terá até o fim da disputa eleitoral para explicar suas posições e apresentar como pretende exercer a Presidência caso seja eleito.








