Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Relatos sobre Flávio Bolsonaro expõem versões conflitantes no caso Banco Master

Conversas e declarações atribuídas ao senador colocam em dúvida explicações sobre pagamentos ligados a um filme sobre Jair Bolsonaro.

Mentiras deixam Flávio Bolsonaro nu em praça pública
Foto: Anderson Coelho/Folhapress

Relatos sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e os pagamentos ligados à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro expuseram versões conflitantes dentro do bolsonarismo. O senador havia cobrado ampla apuração sobre o caso Banco Master e usado uma camisa com a frase “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula.”

Antes da publicação das reportagens, o jornalista Thalys Alcântara questionou Flávio sobre uma eventual negociação com Vorcaro. O senador negou os pagamentos, chamou o repórter de “militante” e repetiu que se tratava de dinheiro privado. Depois, conversas divulgadas mostraram mensagens em que Flávio dizia a Vorcaro: “Estou e estarei contigo sempre”.

A agência Aos Fatos apontou que o senador teria contado ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da divulgação das reportagens. Em outro episódio, mensagens indicaram que Vorcaro havia concordado em receber Jair Bolsonaro em uma mansão em Brasília para assistir a um documentário. O objetivo seria buscar apoio financeiro para o filme “Dark Horse”. Não há confirmação de que o encontro tenha ocorrido, mas o texto relata que o pagamento para a produção foi realizado.

Divergências sobre o dinheiro

Flávio admitiu ter recebido dinheiro de Vorcaro para o filme, enquanto a produtora, com apoio de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, negou ter recebido qualquer valor. O material também menciona uma negociação de R$ 134 milhões e afirma que a produção não teria recebido os R$ 61 milhões combinados.

A Polícia Federal suspeita que parte dos recursos tenha financiado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A transferência teria sido feita pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas. A mesma empresa teria sido usada no financiamento do filme.

O caso também gerou disputa sobre a classificação do escândalo como suprapartidário. O texto questiona informações que associaram Vorcaro ao financiamento de filmes sobre Lula e Temer e afirma que não havia indícios suficientes para sustentar essa ligação.

O material informa ainda que o Intercept Brasil enfrenta mais de 25 processos na Justiça relacionados a histórias como essa.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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