Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro admite negociação com Daniel Vorcaro após negar vínculo

Senador reconheceu ter buscado recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro, mas antes associava o caso do Banco Master à esquerda.

As mudanças nas versões de Flávio Bolsonaro sobre sua ligação com Daniel Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter negociado com Daniel Vorcaro, do Banco Master, pagamentos para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios atribuídos aos dois. Antes disso, o senador negava a ligação e associava o escândalo do banco ao PT e à esquerda.

De acordo com as informações divulgadas, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse, ainda não lançada. O acordo previa US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões na época. Flávio teria cobrado o banqueiro por mensagens diante de atrasos nos pagamentos restantes.

Em nota divulgada na quarta-feira (13/05), o senador classificou o recurso como um patrocínio privado para um filme sobre a história de seu pai. Em vídeo, afirmou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, quando ainda não havia acusações contra o banqueiro, e declarou: “Sim, tinha um contrato”. Também negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido qualquer benefício.

Declarações anteriores

Na quarta-feira, antes da divulgação das mensagens, Flávio havia sido questionado sobre o financiamento e respondeu: “É mentira”. Em 23 de março deste ano, ao comentar o caso, afirmou que a associação entre sua família, a extrema direita e Vorcaro era uma narrativa criada por Lula.

O senador defendeu repetidamente a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Em publicações de 25 de março, 9 de maio e 10 de maio, relacionou o caso ao PT, ao presidente Lula e à esquerda, além de afirmar que o partido não queria investigar o escândalo.

As críticas também foram dirigidas a Jaques Wagner (PT-BA) e Rui Costa, citados por Flávio em relação à venda de operações de crédito consignado do CredCesta. Dados enviados pela Receita Federal à CPI que investiga o crime organizado mostram que, entre 2022 e 2024, o Master registrou R$ 2,4 bilhões em receita com a venda dessas carteiras, contra R$ 1,9 bilhão gerado pelas mesmas operações.

Costa nega irregularidades e afirma que vendeu um negócio estatal deficitário para reduzir o prejuízo público. Wagner também nega envolvimento em negociações ou contratos. A empresa da nora do senador manteve contrato com o Banco Master por três anos e recebeu pagamentos entre 2022 e 2025.

Doações e críticas ao governo

Em março, após a divulgação de uma doação de R$ 3 milhões feita por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, à campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que não houve vinculação ou contrapartida. Na ocasião, disse que a relação do Banco Master estava longe de chegar à direita.

O senador também criticou uma reunião entre Lula e Vorcaro no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, que não foi registrada em agenda oficial. O encontro teria durado cerca de uma hora e meia.

Sobre a possibilidade de delação premiada de Vorcaro, Flávio afirmou esperar que as investigações esclareçam o caso e que o banqueiro revele o que sabe.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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