Quatro candidatos ao Senado pelo Distrito Federal participaram, nesta sexta-feira (11), de um debate sobre propostas e temas de interesse da população. Estiveram presentes Erika Kokay (PT), Guto Felicio dos Santos (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD).
A discussão abordou redes sociais e infância, relação entre os Poderes, saúde pública, Fundo Constitucional do DF, crise do BRB e violência contra a mulher. Também houve um bloco de temas livres.
Michelle Bolsonaro não participou. Em nota enviada por sua assessoria, afirmou que os horários sugeridos, 9h e 13h, coincidiam com o período de preparação das refeições e administração dos principais medicamentos do ex-presidente. A justificativa também mencionou a ausência de alguém autorizado a substituí-la.
Regras do debate
Os participantes foram posicionados em uma mesa redonda ao lado do mediador, o apresentador Antônio de Castro. Cada candidato teve 15 minutos para distribuir ao longo da discussão. As campanhas haviam sido informadas previamente sobre os seis temas, cuja ordem foi definida por sorteio antes do início do encontro.
As intervenções puderam durar até um minuto e 30 segundos, sem que um candidato falasse duas vezes seguidas. No encerramento, cada participante teve um minuto para as considerações finais.
Foram convidados candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional ou que tivessem alcançado ao menos 5% das intenções de voto na última pesquisa Quaest ou Datafolha divulgada antes do debate.
Considerações dos candidatos
Guto Felicio dos Santos agradeceu aos demais participantes e defendeu o debate frente a frente como parte da democracia. Também criticou a ausência das três primeiras colocadas e afirmou que a política deve ser conduzida sem brigas e ofensas. Ao falar sobre sua formação política, citou a convivência com Tancredo e defendeu um país voltado às novas gerações.
Ronaldo Fonseca apresentou sua experiência como deputado federal por dois mandatos e como ministro de Estado. Ele pediu votos para a candidatura ao Senado e informou o número 555. Também afirmou ser ficha limpa e disse que a trajetória de um político deve ser consultada antes da votação.
Erika Kokay destacou sua atuação em defesa da democracia desde o início da vida política e lamentou a ausência de candidatos no debate. A candidata defendeu políticas públicas voltadas às crianças, com prioridade para a educação integral, mais investimentos e valorização dos profissionais da área.
Marley disse ter iniciado a trajetória no movimento estudantil, participado da reconstrução da UNE e se formado em odontologia e direito. Também mencionou mestrado, doutorado e cinco livros escritos. Candidato pela primeira vez ao Senado, afirmou que pretende atuar por Brasília, rejeitou a divisão entre esquerda e direita e defendeu a construção de pontes e a pacificação do Brasil.








