Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Sul

Educação financeira é apontada como aliada da saúde mental

Edisio Freire relaciona endividamento, consumo descontrolado e jogos a problemas emocionais e defende planejamento financeiro.

Educação financeira é apontada como aliada da saúde mental
Foto: Arquivo Pessoal

O controle financeiro e a educação sobre o uso do dinheiro podem ajudar a preservar o equilíbrio emocional, afirma o educador financeiro Edisio Freire. Para ele, problemas financeiros e saúde mental estão relacionados, em situações que incluem consumo descontrolado, endividamento e dificuldades para lidar com as próprias emoções.

Freire explica que o desequilíbrio financeiro pode ter relação com a história familiar e com experiências individuais. No dia a dia, propagandas, marketing e pressão social também podem estimular gastos acima do orçamento para manter um determinado padrão de vida.

O educador destaca ainda os jogos e as bets como riscos para a saúde financeira e mental. Segundo ele, esses comportamentos têm afetado famílias e pessoas por causa das dívidas. “Questões relacionadas ao dinheiro têm muita relação com problemas emocionais”, afirma.

Comportamentos e endividamento

Entre os comportamentos associados ao problema, Freire cita a chamada negação financeira, a infidelidade financeira e o distúrbio financeiro. Essas condutas na vida adulta, segundo ele, podem refletir experiências e a forma de educação recebida durante a infância.

Há também situações extremas, como perda de emprego ou de renda, falência, doença grave e outras tragédias familiares que exigem a utilização de recursos financeiros. O alerta, porém, está nos casos em que atitudes inadequadas levam ao endividamento e ao esgotamento emocional.

A autossabotagem pode aparecer em compras compulsivas e na criação de justificativas para os gastos, como a ideia de que a compra ocorreu por merecimento. O uso do cartão de crédito pode gerar uma falsa sensação de poder de compra e resultar em dívidas. Com o fim das linhas de crédito e a falta de dinheiro, o peso emocional tende a aumentar.

Freire alerta que, sem tratamento adequado, esse processo pode provocar doenças emocionais e chegar ao estágio em que a pessoa tenta contra a própria vida.

Planejamento financeiro

Para evitar que as dificuldades financeiras afetem a mente, o educador defende planejamento, consciência sobre a própria situação e educação financeira. O primeiro passo é identificar a renda disponível e os principais gastos, independentemente do nível de renda.

Na avaliação de Freire, pessoas que ganham pouco podem manter uma vida financeira equilibrada, enquanto outras com ganhos elevados podem enfrentar descontrole. “É preciso ter uma boa noção do quanto tem de renda e quais são os principais gastos”, afirma.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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