As finanças públicas da Bahia apresentam estabilidade, com baixo nível de endividamento e aumento da capacidade de investimento. O Estado mantém avaliação favorável do Tesouro Nacional, o que permite contratar recursos com aval da União.
O diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Marcus Pestana, classificou a situação baiana como saudável e afirmou que o volume de dívidas permanece reduzido e controlado. Alexandre Manoel, sócio da Global Intelligence and Analytics, também avaliou que o governador Jerônimo Rodrigues deve encerrar o mandato sem problemas financeiros provocados pelo endividamento, apesar da redução dos colchões de liquidez fiscal.
A estimativa para os investimentos em obras e serviços no mandato atual chega a R$ 29,1 bilhões até 2026. O valor supera os R$ 23,4 bilhões registrados durante a gestão de Rui Costa. O maior volume anual foi alcançado em 2023, com R$ 9,2 bilhões.
Indicadores fiscais
A Dívida Consolidada Líquida ficou em 35,67% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2025, abaixo do limite legal de 200% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). As despesas com pessoal representaram 40,36% da RCL, também abaixo do limite prudencial de 46%.
Em nota, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) informou que obras de infraestrutura em saúde, educação, segurança, rodovias e saneamento foram financiadas com superávits acumulados em exercícios anteriores.
Divergência sobre 2026
A Sefaz-Ba contestou a projeção de déficit para 2026. Segundo a pasta, o cálculo baseado nas despesas empenhadas antecipa todo o orçamento anual da folha dos servidores e distorce a estimativa.
O órgão defende que as projeções feitas durante o ano fiscal considerem as despesas liquidadas, conforme a LRF. Para a secretaria, as despesas empenhadas devem ser contabilizadas somente no encerramento do exercício.








