Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Sul

Candidatos discutem crise do BRB e internação involuntária no DF

Leandro Grass, Celina Leão, Paula Belmonte e Arruda apresentaram propostas para os dois temas durante entrevistas ao vivo.

Candidatos discutem crise do BRB e internação involuntária no DF
Foto: TV Globo/Reprodução

Leandro Grass (PT), Celina Leão (PP), Paula Belmonte (PSDB) e José Roberto Arruda (PSD) falaram sobre a crise do BRB e a internação involuntária durante entrevistas ao vivo ao longo da semana. As conversas ocorreram entre segunda (14) e quinta-feira (17).

Sobre o banco, Celina Leão afirmou que sua atuação no caso ficou restrita à representação política e ao cumprimento de agendas. A candidata disse que discordou desde o início da ideia de nacionalizar o BRB e defendeu que a instituição retome a função de banco regional.

Celina declarou que o prejuízo relacionado à operação com o Banco Master foi de R$ 21 bilhões, e não R$ 30 bilhões, e que R$ 3 bilhões em títulos foram considerados fraudulentos. Ela também afirmou que não há risco de quebra do BRB e disse ter buscado alternativas no Judiciário e no Fundo Garantidor. Segundo a candidata, o Estado ofereceria uma garantia, sem retirar recursos da União.

Arruda propôs o fechamento de 19 agências fora de Brasília, a redução de patrocínios e a concentração do banco em Brasília e no Entorno. O candidato também defendeu a aplicação do Fundo Constitucional no BRB, por meio de um acordo com o governo federal. De acordo com ele, seriam 15 bilhões de reais por ano.

Grass afirmou que faria uma auditoria completa da operação entre BRB e Master nos primeiros 90 dias de governo. Ele disse que o balanço seria necessário para discutir soluções com o Banco Central, o governo federal e o Fundo Garantidor. O candidato é contrário à privatização e citou como possibilidades a incorporação do BRB por bancos federais e a criação de um crédito especial para capitalização. Também defendeu o uso dos bens de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, investigados no Caso Master, para cobrir o rombo.

Paula Belmonte cobrou transparência, auditorias e divulgação dos balanços financeiros. A candidata defendeu que o BRB volte a priorizar o fomento da economia do Distrito Federal e criticou a expansão nacional do banco. Ela também questionou a atuação de Celina nas negociações com o Banco Master.

Internação involuntária

Ao tratar da assistência social, Celina citou o dado de 3,5 mil pessoas em situação de rua no Distrito Federal. A candidata disse que a lei da internação involuntária humanizada permitiu desobstruir mais de 410 dos 450 pontos mencionados por ela e afirmou que a medida foi acompanhada de ações de assistência social.

Arruda declarou que a internação involuntária ficou apenas no papel e que duas pessoas foram internadas. Ele prometeu aplicar a medida de forma humanizada e defendeu que os Centros Pop e os centros de internação fiquem longe dos centros urbanos. Também afirmou que faria um mutirão de limpeza no Distrito Federal.

Grass disse que a internação exige avaliação médica prévia e rejeitou a ideia de internar todas as pessoas que vivem nas ruas. Para ele, esse público precisa de cidadania e dignidade.

Belmonte afirmou que pretende manter o programa com foco nas famílias. A candidata defendeu o retorno de pessoas vulneráveis aos parentes e relacionou a internação a um programa habitacional. Ela citou uma falta de oferta habitacional de mais de 105 mil pessoas em Brasília.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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