Joinville, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Sul

Cachorro-vinagre tem membranas entre os dedos e está sob risco no Brasil

Canídeo raro vive em grupos, caça durante o dia e é considerado vulnerável à extinção no país.

Cachorro-vinagre tem membranas entre os dedos e está sob risco no Brasil

O cachorro-vinagre (Speothos venaticus) é uma das espécies de canídeos mais raras do Brasil. Apesar das lendas indígenas associadas ao animal, ele existe e possui características pouco comuns, como membranas entre os dedos que ajudam na locomoção em ambientes aquáticos.

O nome está ligado ao forte cheiro liberado pela urina. A espécie também é conhecida regionalmente como “acutihara”, expressão indígena que significa “senhor ou dono das cutias e pacas”. O animal foi descoberto em 1842, a partir de fósseis encontrados em cavernas, antes de indivíduos vivos serem observados na natureza.

Hábitos e características

O cachorro-vinagre mede entre 57 e 75 cm de comprimento, tem cauda de 14 cm e pode pesar até 8 kg. A pelagem é castanho-avermelhada, com a cabeça, o dorso e parte das costas mais claros. As pernas são curtas e as orelhas, pequenas e arredondadas. A expectativa de vida chega a 10 anos.

Ao contrário de outros canídeos brasileiros que também consomem frutos, a espécie é exclusivamente carnívora. Entre as presas estão tatus-galinha, pacas, cutias e outros roedores. O animal também pode caçar veados, catetos, aves e capivaras jovens. A atividade ocorre principalmente durante o dia, e o cachorro-vinagre pode entrar em tocas de tatus e pacas para capturar suas presas.

Essa é a única espécie de canídeo selvagem brasileiro que vive em grupos organizados, formados por 2 a 12 indivíduos e dominados pelo casal mais velho. Quando a fêmea líder tem filhotes, os demais integrantes ajudam na caça e nos cuidados com a ninhada. A gestação dura cerca de 67 dias e pode resultar em 1 a 6 filhotes.

Distribuição e ameaças

O cachorro-vinagre é encontrado do Panamá até a Argentina. No Brasil, estudos indicam uma população efetiva de 9.350 indivíduos na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica. No mundo, avaliações da IUCN apontam a existência de menos de 110.000 indivíduos.

A espécie é considerada vulnerável à extinção no Brasil e quase ameaçada globalmente pela IUCN. Entre os riscos estão a destruição de florestas, os atropelamentos, a caça de presas, os abates por represália e doenças transmitidas por cães domésticos, como raiva e parvovirose.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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