NOVA GALES DO SUL, AUSTRÁLIA — Cerca de 13 espécies que haviam desaparecido da região ao longo de quase 100 anos voltaram a viver e se reproduzir em áreas protegidas contra predadores, como gatos e raposas.
Entre os animais reintroduzidos está o bilby-grande, um pequeno marsupial australiano de orelhas compridas. Desde 2016, um programa de pesquisa acompanha os refúgios e o nascimento de novas gerações.
Áreas de conservação
O trabalho é realizado em três áreas de conservação: o Parque Nacional Mallee Cliffs, a Área de Conservação Estadual Pilliga e o Parque Nacional Sturt. Os locais funcionam como refúgios para os animais.
Antes do início do programa, algumas espécies não eram vistas na região havia mais de 100 anos. A caça, a destruição do habitat e a presença de predadores estão entre os fatores associados ao afastamento dos animais.
As equipes de conservação passaram a reintroduzir os animais em espaços protegidos e a acompanhar as novas gerações. Além do bilby-grande, a pesquisa inclui o numbat, o wallaby-de-cauda-de-prego, o quoll-ocidental, o bettong-de-toca e o bandicoot de Shark Bay.
Impactos ambientais
Os pesquisadores analisam como o retorno dos animais influencia a qualidade do solo, a germinação de sementes e o crescimento das plantas nativas. A presença dos mamíferos também permite estudar a recuperação de áreas degradadas do deserto australiano.
Richard Kingsford, líder do programa Wild Deserts, afirmou que a recuperação avançou na última década, mas ainda há muito trabalho pela frente.








