Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Flamengo aprova reforma estatutária com diretoria profissional, mas sem SAF

Mudança cria Conselho Gestor, extingue vice-presidências específicas e mantém o clube como associação civil.

Flamengo aprova reforma estatutária com diretoria profissional, mas sem SAF

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, com 92,39% dos votos, uma reforma estatutária que estabelece um modelo de gestão profissional no clube. A votação ocorreu na última terça-feira, 15, e teve 643 votos favoráveis, 47 contrários e seis abstenções.

A principal mudança é a separação entre governança, supervisão e execução. A administração cotidiana ficará sob responsabilidade de uma diretoria profissional, formada por executivos remunerados e escolhidos com base em critérios técnicos. A estrutura terá duas lideranças: o Diretor-Geral, responsável pela gestão corporativa, e o Diretor de Futebol, que comandará o futebol profissional e as categorias de base.

Novo Conselho Gestor

A reforma cria o Conselho Gestor (COGE), responsável por supervisionar a diretoria. O órgão será formado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, pelo vice-presidente do Flamengo, por um Procurador-Geral e por entre nove e 12 membros nomeados livremente por Bap. O mandato será de três anos.

Bap poderá nomear e destituir os integrantes do conselho. A nova estrutura também prevê que decisões e mudanças dependam de autorização do presidente do Flamengo, especialmente em assuntos ligados ao departamento de futebol. As vice-presidências específicas serão extintas.

O planejamento financeiro do clube também será alterado. O orçamento anual passará a ser elaborado junto com um plano para os próximos três anos, uma projeção para cinco anos e indicadores de desempenho.

Apesar da reorganização, o Flamengo não será transformado em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube continuará como associação civil.

O texto foi elaborado por uma Comissão Permanente e apresentado por Bap em junho. A reforma recebeu 92,39% de aprovação, com 643 votos; 47 conselheiros votaram contra, o equivalente a 6,75%, e seis se abstiveram, representando 0,86%. O estatuto atual é de 1992 e era considerado defasado em alguns pontos por apoiadores da proposta. Os críticos avaliavam que a mudança ampliaria os poderes de Bap e reduziria a transparência para os conselheiros.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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