O Guarani adiou novamente a votação da proposta para transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A decisão dos associados, prevista para esta semana, foi remarcada para 2 de outubro, uma sexta-feira.
O pedido partiu do investidor Roberto Graziano, responsável pela proposta, para que o clube tivesse mais tempo para analisar as alterações solicitadas. A nova versão do contrato foi recebida pelo Guarani na tarde de segunda-feira e tem 83 páginas.
Marcelo Galli, vice-presidente do Conselho Deliberativo, afirmou que levar o documento à votação poucos dias após o recebimento seria uma decisão apressada. “83 páginas, definindo o futuro do clube, me parece um pouco atropelado”, disse em entrevista.
As três reuniões inicialmente previstas para esta semana foram transferidas para a próxima. O novo cronograma estabelece encontros na segunda-feira, 28 de setembro, e na quarta-feira, 30, para análise e discussão do contrato. A votação está marcada para sexta-feira, 2 de outubro.
Participação dos associados
Galli explicou que os associados precisaram participar da decisão sobre o adiamento porque o presidente do Conselho Deliberativo não tem autonomia para cancelar a assembleia. Um representante da Ernst & Young também deve participar da reunião para esclarecer dúvidas sobre o processo.
O dirigente disse não ter recebido qualquer sinal de que Graziano pretende retirar a proposta após os adiamentos. Segundo Galli, representantes do Conselho foram informados de que o escritório contratado pelo investidor trabalhava nas mudanças solicitadas pelo Guarani.
As alterações devem se concentrar nos pontos já questionados pelo Conselho, embora Galli tenha ressaltado que ainda não havia analisado o novo contrato. A situação financeira do clube também foi abordada. De acordo com o dirigente, havia no contrato anterior uma disposição para a realização de empréstimos pontuais ao Guarani, com o objetivo de resolver questões ligadas aos atrasos da recuperação judicial.
Para Galli, o prazo adicional permitirá que os associados estudem a documentação com mais calma antes de decidir se aprovam ou rejeitam a proposta de SAF apresentada por Roberto Graziano.








