Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Clubes brasileiros calculam efeitos da reforma tributária sobre receitas e SAFs

Com receitas recordes e endividamento de R$ 16 bilhões, clubes avaliam impactos da nova tributação sobre contratos e investimentos.

Clubes brasileiros calculam efeitos da reforma tributária sobre receitas e SAFs
Foto: Arquivo Bem Paraná/Geraldo Bubniak

Os 20 maiores clubes brasileiros em receita faturaram R$ 15 bilhões no último ano, alta de 36% em relação ao período anterior. O endividamento dessas equipes, porém, chegou a R$ 16 bilhões, o maior nível já registrado, segundo levantamento da Sports Value, consultoria de negócios esportivos.

Nesse cenário, a reforma tributária passou a ocupar espaço nas decisões de presidentes, investidores e executivos. A avaliação é de que as novas regras podem influenciar a capacidade dos clubes de transformar receitas em resultado financeiro.

Receitas e contratos sob análise

Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech, afirma que a mudança pode alcançar fontes como negociação de atletas, patrocínios, direitos de transmissão, produtos oficiais e exploração comercial das arenas. “O futebol brasileiro nunca gerou tanta receita, mas continua convivendo com um elevado nível de endividamento”, disse.

Em 2025, as transferências de jogadores movimentaram mais de R$ 4 bilhões entre os 20 maiores clubes brasileiros. Os direitos de transmissão somaram R$ 4,8 bilhões, enquanto as receitas de marketing chegaram a R$ 3,2 bilhões.

Por causa dessa diversidade, a análise deve considerar cada receita e cada contrato separadamente. Patrocínios, licenciamento, transmissão, exploração comercial e negociação de atletas têm características distintas e podem receber tratamentos tributários diferentes.

A discussão também envolve entidades esportivas que continuam organizadas como associações sem fins lucrativos. Nesses casos, as particularidades jurídicas e tributárias de cada organização precisam ser levadas em conta.

Impacto sobre as SAFs

A expansão das Sociedades Anônimas do Futebol aproximou clubes, fundos, grupos econômicos e investidores de temas como governança, retorno sobre o capital, geração de caixa e valuation. Coritiba, Botafogo, Cruzeiro, Vasco, Bahia e Fortaleza adotaram o modelo para atrair capital privado e reorganizar as finanças.

As SAFs têm regras específicas e precisarão ser compatibilizadas com o novo sistema de tributação sobre o consumo. A transição ocorre gradualmente e pode afetar a tributação de receitas, contratos e investimentos, além do planejamento financeiro e da atratividade do modelo para novos investidores.

Na 20ª edição do Fórum de Gestão Fiscal da Confeb Live University, realizada em São Paulo nos dias 3 e 4 de agosto de 2026, representantes do Internacional participaram do debate sobre os impactos da reforma e os desafios de adaptação das estruturas dos clubes.

Para Brondi, os clubes devem avaliar os efeitos das novas regras antes do fim da transição. Contratos fechados por vários anos e decisões tomadas no presente podem produzir impactos financeiros quando o novo sistema estiver mais avançado.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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