As casas de apostas pagaram cerca de R$ 784 milhões aos clubes da Série A em 2025, valor inferior a 6% da receita das equipes. Os dados fazem parte de uma análise do Instituto de Pesquisas Inteligência Esportiva (IPIE), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), divulgada nesta terça-feira, 29 de setembro.
O levantamento considerou as demonstrações financeiras de 16 clubes entre 2019 e 2025. A pesquisa aponta que as bets se tornaram o maior grupo de patrocinadores do futebol brasileiro, mas ainda representam uma parcela pequena do orçamento das equipes.
No Paraná, o Athletico foi o único clube incluído na análise. A equipe, porém, não informou quanto foi movimentado pela Viva Sorte Bet.
No intervalo analisado, a dívida dos clubes aumentou de R$ 9,6 bi para R$ 14,8 bi, período em que também chegaram os maiores contratos com empresas de apostas. “Bets são um patrocinador relevante, não a salvação do futebol”, concluiu o estudo.
A análise também afirma que o crescimento das dívidas ocorreu justamente nos anos de expansão dos acordos comerciais com as casas de apostas. Os dados foram apresentados em meio às declarações de clubes de que o futebol não sobreviveria sem esse tipo de patrocínio, após o governo anunciar o fim das bets.









