Joinville, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Clubes discutem paralisação do Brasileirão após medida contra bets

Dirigentes avaliam boicote a reunião com o governo e pedem transição antes do fim das apostas esportivas.

Clubes discutem paralisação do Brasileirão após medida contra bets
Foto: Divulgação/Joilson Marconne/CBF

Dirigentes de clubes do Brasileirão discutem a possibilidade de paralisar a competição em reação à medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que baniu a operação das casas de apostas no país. As empresas do setor são as maiores patrocinadoras do futebol atualmente.

A proposta surgiu em conversas realizadas na véspera de uma reunião convocada pelo governo federal e intermediada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O encontro estava previsto para esta terça-feira (29), mas foi cancelado diante do risco de boicote dos clubes. A ausência seria usada como primeiro sinal de pressão sobre o governo.

Os clubes querem uma solução que vá além da linha de crédito com juros mais baixos apresentada até agora. A principal reivindicação é um período de transição antes do fim das bets. Dirigentes argumentam que uma suspensão imediata afetaria o orçamento de 2026 e os compromissos planejados para 2027.

Na segunda-feira (28), durante a sanção de um projeto com diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, Lula voltou a criticar as apostas. O presidente afirmou que o fim das bets não prejudicaria o futebol e declarou: “Os melhores momentos da história do futebol brasileiro, não existia a bets”.

Em 2025, os patrocínios das bets aos clubes da Série A somaram cerca de R$ 1,03 bilhão. O valor representou crescimento de aproximadamente 66% em relação aos R$ 618 milhões destinados pelas empresas do setor no ano anterior, conforme levantamento da consultoria Convocados.

Pressão sobre a CBF

A ameaça de não entrar em campo também busca ampliar a participação da CBF nas discussões. A entidade mantém contrato com o site de apostas Betano e, por isso, é diretamente afetada pela medida provisória.

Até o momento, a CBF não se manifestou sobre o tema quando procurada. A entidade já havia informado, porém, que foi acionada pelo governo federal para intermediar o diálogo com clubes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

A atual cúpula da confederação também reúne dirigentes com vínculos políticos. Entre os oito vice-presidentes está Gustavo Dias Henrique, responsável pela articulação política da CBF e primeiro suplente de Renan Calheiros (MDB) na disputa pelo Senado por Alagoas.

Outro nome apontado como influente na gestão é Francisco Schertel Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Ele é vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol e integra a assembleia da CBF.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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