Joinville, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Flamengo estima impacto de R$ 400 milhões com eventual fim das bets

Presidente Luiz Eduardo Baptista afirma que o clube pode perder receitas em 2027 caso as apostas sejam proibidas no Brasil.

Flamengo estima impacto de R$ 400 milhões com eventual fim das bets
Foto: Reprodução I X

O Flamengo estima que uma eventual proibição das bets provoque impacto de cerca de R$ 400 milhões nas receitas do clube em 2027. A avaliação foi apresentada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap.

O cálculo inclui o patrocínio principal e outros contratos e receitas ligados ao setor de apostas. O dirigente afirmou que o efeito sobre o futebol brasileiro, considerando o conjunto do mercado, seria bilionário.

“Em relação ao Flamengo, o impacto no ano que vem, para além do patrocínio, vai ser da ordem de 400 milhões de receitas do clube”, disse Bap. Ele também afirmou que o Flamengo assumiu compromissos de longo prazo com empresas de bets.

A declaração ocorreu depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que pretende acabar com as plataformas de apostas no país. Durante um evento na Fundição Progresso, na Lapa, no Rio de Janeiro, Lula associou as bets à lavagem de dinheiro e ao endividamento de jogadores e apostadores.

“Essa não é uma guerra, é uma decisão: nós vamos acabar com as bets”, declarou o presidente. Lula afirmou ainda que os clubes precisarão buscar formas alternativas de financiamento, citando a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como um modelo que permite a entrada de investidores privados.

Clubes defendem mercado regulamentado

A manifestação de Bap ocorre em meio à mobilização de clubes contra uma eventual proibição. Quinze equipes da Série A assinaram um manifesto contrário ao fim das bets, argumentando que a medida teria forte impacto financeiro no futebol brasileiro.

Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Vasco, Botafogo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG e Chapecoense estão entre os clubes que assinaram ou endossaram o posicionamento. Federações estaduais também participaram da manifestação.

As equipes defendem a manutenção do mercado regulamentado e afirmam que mudanças bruscas afetariam contratos de patrocínio e outras fontes de receita. Paralelamente, o governo federal prepara uma medida provisória para endurecer as regras das casas de apostas on-line e deve enviar ao Congresso projetos para ampliar penas e criar novos crimes relacionados à promoção de jogos ilegais.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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