Harry Massis pediu o arquivamento da representação contra Olten Ayres por suposta falsidade ideológica no São Paulo. O caso está em análise na Comissão de Ética, que deverá avaliar a solicitação e definir os próximos passos do procedimento interno.
A denúncia apresentada por Massis afirma que Olten teria forjado um parecer favorável do Conselho Consultivo para uma proposta de reforma estatutária apresentada por Julio Casares. A iniciativa foi encaminhada em dezembro do ano passado e previa mudanças relacionadas à criação de uma SAF e à separação entre o futebol e o clube social.
Apuração no clube
Segundo a Comissão de Ética, o Conselho Consultivo não realizou reunião nem debateu a reforma, embora o documento tenha sido apresentado como uma manifestação do colegiado. Ives Gandra afirmou que o conteúdo refletia conversas isoladas com alguns conselheiros. A apuração também indicou que o parecer teria sido elaborado por um advogado do clube.
O relatório favorável às alterações foi encaminhado por Olten ao Conselho Consultivo em 17 de dezembro de 2025, mesmo dia em que Julio Casares enviou sua proposta ao Conselho Deliberativo. O documento era assinado por José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Granda da Silva Martins, presidente e secretário do Conselho Consultivo.
A Comissão Legislativa produziu um parecer contrário à reforma em 6 de abril. O documento foi enviado ao Conselho Deliberativo no dia 8.
A Comissão de Ética registrou que Ives Granda da Silva Martins descreveu o relatório como “apenas conversas isoladas com alguns conselheiros”. Em sua conclusão, o órgão afirmou que o conteúdo do documento não correspondia à realidade dos fatos.
Situação do procedimento
A representação é uma das principais contra Olten Ayres no Conselho Deliberativo. O dirigente chegou a se afastar temporariamente para preparar a defesa. Em junho, os conselheiros rejeitaram seu afastamento por 120 dias, mas o processo continuou para avaliar eventual punição, incluindo a expulsão do quadro associativo.
Olten foi indiciado pela Polícia Civil por falsidade ideológica, mas o Ministério Público arquivou o inquérito ao entender que não houve tipicidade penal. Para o MP, o documento não tinha potencial para produzir efeitos jurídicos relevantes.
O pedido de Massis ocorre durante uma crise na Comissão de Ética. Nesta semana, Olten destituiu José Edgard Galvão e Fabio Cezar de Souza Azambuja de seus cargos. Olten nega que as mudanças estejam relacionadas a possíveis votos contrários a ele em processos envolvendo a presidência do Conselho.








