O Manchester City foi considerado culpado em quase todas as 115 acusações relacionadas a violações dos regulamentos financeiros da Premier League. A comissão independente responsável pelo caso decidiu contra o clube em denúncias sobre informações financeiras imprecisas, contratos de patrocínio ligados aos proprietários de Abu Dhabi e pagamentos não divulgados a jogadores e ao ex-técnico Roberto Mancini.
A Premier League ainda não emitiu um comunicado oficial sobre a decisão. Outros clubes da competição foram informados do resultado em uma reunião na quinta-feira. As sanções ainda não foram definidas, e a expectativa é de que o Manchester City recorra. O clube sempre negou as infrações.
Períodos analisados
O Manchester City foi acusado em fevereiro de 2023, após uma investigação que durou quatro anos. As supostas violações teriam ocorrido entre 2009 e 2018, e o caso foi encaminhado para uma comissão independente da liga.
As acusações sobre a falta de informações precisas a respeito da situação financeira abrangem o período de 2009/10 a 2017/18. A ausência de detalhes sobre a remuneração de Roberto Mancini no contrato ocorreu entre 2009/10 e 2012/13. Já a não inclusão de informações sobre pagamentos a jogadores foi registrada entre 2010/11 e 2015/16.
O clube também foi considerado responsável por não cumprir regulamentações da Uefa, incluindo normas de licenciamento e de Fair Play, entre 2013/14 e 2017/18. Além disso, não teria aplicado as regras da Premier League para rentabilidade e sustentabilidade entre 2015/16 e 2017/18.
A comissão ainda apontou que o City não colaborou com as investigações da Premier League desde 2018 até hoje, por não fornecer voluntariamente documentos e informações. O clube só não foi considerado culpado de uma acusação.
Em comunicado, um porta-voz do Manchester City afirmou: “O processo da Premier League continua em andamento, com etapas importantes a serem concluídas e sujeito a rigorosa confidencialidade.”








