O Manchester City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações relacionadas às regras de Fair Play Financeiro e de sustentabilidade financeira da Premier League. A decisão foi tomada por uma comissão independente após um processo que se estende desde 2024, mas as punições ainda não foram definidas pela liga. O clube poderá recorrer.
As acusações abrangem o período entre 2009 e 2018, quando o Manchester City estava sob a gestão do City Football Group, dos Emirados Árabes Unidos. O caso começou após o vazamento de documentos do clube em 2018. Em 2023, a investigação foi encaminhada para análise da comissão independente.
O que está em discussão
Entre os pontos analisados estão a suposta omissão de contratos envolvendo Roberto Mancini, entre 2009 e 2013, além de possíveis violações das regras de Fair Play Financeiro entre as temporadas de 2015 e 2017. O clube também foi acusado de não cooperar com as investigações da Uefa e da Premier League.
Outra acusação envolve patrocínios dos Emirados Árabes Unidos que teriam sido recebidos fora dos contratos. Esses valores poderiam ser classificados como presentes dos proprietários. O patrocínio principal do Manchester City, da Etihad Airways, é financiado por dinheiro proveniente do país árabe.
O clube nega as acusações e afirma que é inocente. Em uma manifestação anterior, o Manchester City declarou: “O clube tem respeitado diligentemente o devido processo há oito anos”. Em nota mais recente, a equipe afirmou que o julgamento ainda não terminou e que o processo corre sob sigilo.
Possíveis sanções
A definição das punições depende da apelação e da manutenção ou alteração da decisão. Entre as medidas previstas estão multa, perda de pontos, rebaixamento e exclusão de competições na Inglaterra. Também existe a possibilidade de perda de títulos conquistados entre 2009 e 2018.
As sanções aplicadas a Everton e Nottingham Forest servem como referências no caso. O clube de Liverpool perdeu dez pontos em 2023, enquanto o Forest teve quatro pontos deduzidos no ano seguinte. As deduções podem ser aplicadas de forma retroativa ou na temporada 2026/27, conforme o artigo W.51 do regulamento da Premier League.
O Manchester City já havia sido banido da Champions League por dois anos em 2020, em razão das informações vazadas. Seis meses depois, o Tribunal Arbitral do Esporte reverteu a punição, e o clube ficou sujeito apenas a uma multa por não cooperar com a investigação.
Durante o período investigado, o Manchester City conquistou a Premier League três vezes. Uma dessas conquistas ocorreu em 2017/18, sob o comando de Pep Guardiola, que afirmou que deixaria o Etihad Stadium caso o clube fosse considerado culpado.








