SÃO PAULO — A Justiça autorizou os promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan a atuar com a Polícia Civil nos inquéritos que investigam Julio Casares, ex-presidente do São Paulo. A decisão também restringiu a participação da defesa nesta etapa: os advogados só poderão acompanhar uma fase posterior das apurações, e não os depoimentos de testemunhas realizados durante a investigação.
Os dois pedidos apresentados pela defesa foram negados na última quinta-feira. Em um deles, os advogados tentavam garantir presença nos depoimentos conduzidos pelo delegado Tiago Correia, da Polícia Civil, com participação dos promotores do Ministério Público.
No outro, um Habeas Corpus questionava a presença de Carneiro e Ramadan nos casos. A defesa alegava que os dois não haviam sido designados pelo Ministério Público para conduzir as investigações. A Justiça entendeu, porém, que ambos podem integrar uma Força-Tarefa com a Polícia Civil.
Outras decisões
A defesa de Julio Casares também acumulou outras decisões desfavoráveis. Um mandado de segurança que pedia a participação dos advogados nos depoimentos de duas testemunhas foi negado pela Vara Criminal da Justiça de São Paulo.
Além dos dois Habeas Corpus rejeitados na última quinta-feira, há um terceiro pedido apresentado pela defesa para afastar promotores dos casos. Esse requerimento ainda não foi julgado pelo Tribunal de Justiça. A defesa foi procurada e não se manifestou até a publicação.
Casares é investigado em dois inquéritos sobre possíveis irregularidades em sua gestão no São Paulo, de janeiro de 2021 a janeiro de 2026. Um apura a possível exploração clandestina de camarotes em dias de shows no Morumbis. O outro investiga saques das contas do clube e depósitos nas contas do ex-presidente.







