A Federação Francesa de Futebol anunciou a retirada do apoio à candidatura de Gianni Infantino à presidência da Fifa. A decisão foi comunicada por Philippe Diallo, presidente da entidade, após uma reunião do Comitê Executivo.
Diallo afirmou que medidas associadas à gestão de Infantino afetaram a imagem e a unidade do futebol. O dirigente também citou a proposta de venda de ações relacionada à Copa do Mundo e declarou que a condução da modalidade deixou de estar alinhada aos valores da federação francesa.
“Por isso, por unanimidade, o Comitê Executivo da FFF decidiu retirar seu apoio à candidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA”, disse Diallo.
Bélgica, Alemanha, Itália e Inglaterra também se posicionaram contra a candidatura do atual presidente da Fifa. No caso da Bélgica, a decisão incluiu a insatisfação com a suspensão do cartão vermelho de Balogun, dos Estados Unidos. O atacante havia sido expulso contra a Bósnia, mas foi liberado para enfrentar a seleção belga depois que o Comitê Disciplinar da Fifa anulou a punição.
Eleição em 2027
A eleição para a presidência da Fifa será realizada em 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino assumiu o primeiro mandato em fevereiro de 2016, quando substituiu Joseph Blatter. Ele foi reeleito três anos depois, sem adversários, e novamente em 2023. Até o momento, permanece como o único candidato.
A campanha de reeleição também enfrenta questionamentos relacionados à Copa do Mundo de 2026. Infantino é investigado por sua relação com Donald Trump, em um caso que envolve possíveis violações da neutralidade política e uso indevido dos poderes do cargo.
Outra proposta associada ao dirigente prevê a criação da Fifa Forward Enterprise para organizar os torneios da entidade. A empresa permitiria a venda de participações minoritárias e teria como objetivo obter até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões).








