Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Justiça bloqueia R$ 28,1 milhões em nova etapa contra braço financeiro do Comando Vermelho

A operação do MPGO prendeu dez pessoas e cumpriu medidas em Goiás e Minas Gerais; valor sequestrado nas duas fases passa de R$ 56,9 milhões.

Justiça bloqueia R$ 28,1 milhões em nova etapa contra braço financeiro do Comando Vermelho
Foto: Divulgação MPGO

A Justiça determinou a prisão de dez pessoas e o bloqueio de R$ 28,1 milhões na segunda fase da Operação Cifra Vermelha, realizada nesta quinta-feira (10/9) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). A investigação mira um núcleo financeiro ligado ao Comando Vermelho, com atividades em Goiás e no Rio de Janeiro. Com as duas etapas, o total sequestrado alcança mais de R$ 56,9 milhões.

As medidas foram cumpridas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás e Presidente Olegário (MG). Participaram da ação promotores e servidores do MPGO, além das polícias Militar e Penal de Goiás e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais.

Como funcionava o esquema

De acordo com o Gaeco, que conduz as apurações, o grupo recorria a empresas criadas apenas formalmente para esconder recursos obtidos, principalmente, com o tráfico de drogas. Contas bancárias registradas em nome de adolescentes também eram utilizadas para receber e transferir valores associados à comercialização de entorpecentes.

A investigação indica que integrantes da organização orientavam traficantes a enviar o dinheiro das negociações para essas empresas e para contas de pessoas usadas como laranjas. Segundo o MPGO, o método dificultava a identificação da origem dos recursos e o acompanhamento das movimentações financeiras.

O Gaeco afirma ainda que o casal apontado como responsável pela liderança deixou Goiás depois da primeira fase e passou a se esconder em uma comunidade do Rio de Janeiro sob influência territorial do Comando Vermelho. Os dois foram presos três meses mais tarde e são réus em uma ação penal apresentada pelo MPGO.

A etapa atual busca outros envolvidos próximos às lideranças. Conforme a investigação, essas pessoas ajudavam a ocultar dinheiro proveniente do tráfico e mantinham conexões com a facção em Goiás e no Rio de Janeiro.

Denúncias da primeira fase

Na primeira fase, o MPGO e o Gaeco denunciaram 11 pessoas por integração a organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. O Ministério Público informou que novas denúncias devem ser encaminhadas à Justiça após a segunda etapa da operação.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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