A Real Federação Belga de Futebol (RBFA) informou que não apoiará Gianni Infantino na tentativa de conquistar um novo mandato como presidente da Fifa. A eleição está marcada para março de 2027.
A entidade baseou a decisão em dois assuntos. O primeiro é a possibilidade de criação de uma empresa da Fifa para organizar torneios e vender ações, inclusive relacionadas à Copa do Mundo. A própria Fifa já descartou essa iniciativa, mas a RBFA afirmou que ainda existem decisões e avaliações sem justificativas suficientes no chamado caso “FIFA Forward Enterprise”.
O segundo ponto envolve Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos. Expulso no jogo contra a Bósnia, ele teve o cartão vermelho retirado pelo Comitê Disciplinar da Fifa e, depois disso, foi liberado para enfrentar a Bélgica.
Cobrança por esclarecimentos
A federação belga afirmou que pediu uma justificativa para a decisão e informações sobre o tratamento de situações semelhantes no futuro. Segundo a RBFA, as respostas recebidas até agora não foram satisfatórias.
“Questões importantes permanecem sem resposta, em nossa opinião”, afirmou a entidade em comunicado. A federação também solicitou que o caso Balogun seja incluído na pauta da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para 15 de outubro.
Pascale Van Damme, presidente da RBFA, disse que a equipe da federação manteve contato com a Fifa durante e depois da Copa do Mundo para buscar esclarecimentos. Ela afirmou que, dois meses após os acontecimentos, as perguntas continuavam sem resposta.
A RBFA informou ainda que mantém contato com a Uefa para buscar explicações sobre o processo relacionado à possível empresa da Fifa e sobre os próximos passos. Para a federação belga, os dois casos precisam ser tratados com transparência e rigor, com regras claras para situações futuras.








