A ausência de preservação do conteúdo original das mensagens foi apontada pela Procuradoria-Geral da República como uma falha nas investigações sobre publicações antidemocráticas no Telegram. Os casos acabaram arquivados pelo Supremo Tribunal Federal.
A PGR pediu o encerramento das apurações porque os procedimentos reuniam apenas capturas de tela das mensagens, sem a preservação do material publicado. O relator, Alexandre de Moraes, concordou com o arquivamento.
Também pesou na decisão a informação fornecida pelo Telegram de que não havia mais dados sobre os usuários investigados. A empresa afirmou que alguns dos alvos não acessavam o sistema havia mais de seis meses. Com isso, terminou o período de retenção previsto no Marco Civil.
As três investigações envolviam conteúdos considerados antidemocráticos que circularam na plataforma após as eleições de 2022. Os procedimentos tiveram origem na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral.








