A primavera começa oficialmente na próxima terça-feira, 22, às 21h05, com o equinócio no Hemisfério Sul. O horário marca um instante astronômico específico, mas não determina uma mudança imediata na sensação do tempo. A atmosfera segue sua própria dinâmica, e as condições climáticas se transformam aos poucos, ao longo dos dias e semanas.
Umidade, circulação dos ventos, deslocamento das massas de ar e sistemas de pressão influenciam o comportamento atmosférico. Esses fatores têm ritmos próprios e podem se estender por horas ou semanas. Assim, períodos de calor intenso, frio fora de época, temporais ou estiagens ainda podem ocorrer depois do início oficial da estação.
Como as estações se formam
As estações existem por causa da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita. Durante o movimento do planeta ao redor do Sol, os hemisférios recebem iluminação em diferentes níveis e ângulos. Essa variação altera gradualmente a duração dos períodos de luz e escuridão.
No equinócio de setembro, o movimento aparente do Sol faz com que ele atravesse o equador celeste em direção ao sul. O fenômeno inicia a primavera no Hemisfério Sul e o outono no Hemisfério Norte. No Brasil, a estação termina em 21 de dezembro, quando começa o verão, e os dias tendem a se alongar progressivamente.
Dia e noite não têm sempre a mesma duração
Embora equinócio venha do latim e signifique “noite igual”, dia e noite não duram necessariamente 12 horas em todas as localidades. A atmosfera interfere na passagem da luz solar, e os horários de nascer e pôr do sol consideram a borda do disco solar, não apenas o centro. Por isso, os períodos ficam apenas aproximadamente equilibrados.
O equinócio, portanto, não corresponde a um dia inteiro. Nessa época, o Sol nasce próximo ao leste e se põe próximo ao oeste. A definição das estações está ligada à inclinação da Terra em sua órbita, e não à distância do planeta em relação ao Sol.








