O início da primavera em Goiás terá influência de um El Niño forte, condição que pode retardar o retorno das chuvas ao estado. A estação começa oficialmente às 21h05 desta segunda-feira (21), mas a previsão ainda indica calor intenso e baixa umidade em boa parte do território.
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) prevê máxima de 39°C em Aragarças e de 37°C em Goiânia. São Miguel do Araguaia e Porangatu podem chegar a 38°C. Também há previsão de 37°C em Cidade de Goiás; Águas Lindas de Goiás, Edeia, São Simão, Jataí e Rio Verde devem registrar até 36°C.
As temperaturas máximas previstas são de 35°C em Paraúna e Água Limpa de Goiás, 33°C em Anápolis e 29°C em Alto Paraíso. Durante a madrugada e o começo da manhã, Alto Paraíso marcou 17,8°C, Cristalina registrou 18°C e Anápolis teve mínima de 21°C.
Até as 7h desta segunda-feira, não havia registro de chuva em Goiás. No domingo (20), também não foram registradas precipitações. Existe possibilidade de chuva localizada no sudoeste, provocada pela nebulosidade próxima à divisa com Mato Grosso do Sul.
A expectativa do Cimehgo é de aumento gradual das precipitações nos próximos meses, principalmente entre a tarde e a noite. A distribuição, porém, deve ser irregular, com diferenças de volume e frequência entre as regiões. Mesmo com a volta das chuvas, as temperaturas podem permanecer ligeiramente acima da média climatológica. A região do Niño 3.4 apresenta anomalia de +2,61°C, índice que caracteriza um El Niño forte.
O calor combinado à umidade durante a primavera pode favorecer pancadas, raios, rajadas de vento e queda de granizo. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) também pode influenciar o período e favorecer chuvas mais prolongadas.
Com a umidade baixa, o risco de incêndios segue elevado em áreas de vegetação seca. O Cimehgo orienta manter a hidratação, evitar atividades físicas nos horários mais quentes, usar a água de forma consciente e acompanhar as condições meteorológicas. O órgão também recomenda atenção ao planejamento da próxima safra e às medidas de conservação da água no solo. Chuvas isoladas não devem reverter, neste momento, o déficit hídrico acumulado durante a estiagem.








