O PL destinou R$ 4,3 milhões à campanha de Carol de Toni ao Senado por Santa Catarina. O valor é o dobro dos R$ 2,15 milhões repassados até agora a Carlos Bolsonaro, que também concorre pela legenda no estado. Os dados constam nos registros de doações partidárias das candidaturas.
A diferença no financiamento ocorre durante uma disputa interna por espaço na chapa bolsonarista catarinense. Carlos Bolsonaro, ex-vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem faltado a debates, sabatinas e entrevistas programados durante a campanha.
O candidato justificou as ausências com viagens a Brasília e compromissos fora de Santa Catarina. Ele não participou do primeiro debate organizado por emissoras locais e também não compareceu a outros eventos previamente agendados. As faltas geraram críticas de adversários e atritos dentro da própria coligação.
Pesquisa para o Senado
Levantamento da AtlasIntel aponta Carol de Toni na liderança da disputa pelo Senado em Santa Catarina. No cenário consolidado, que considera o primeiro e o segundo voto, a candidata aparece com 28,4% das intenções de voto.
Esperidião Amin, senador do PP que busca a reeleição, está em segundo, com 20,2%. Carlos Bolsonaro ocupa a terceira posição, com 14,9%.
Décio Lima, presidente do Sebrae e ex-deputado do PT, tem 11,9%. Afrânio Boppré, do PSol, registra 9,3%; Antídio Lunelli, deputado estadual do MDB, soma 4,8%; e Túlio de Amorim, do Missão, aparece com 2,4%.
A pesquisa ouviu 1.211 eleitores catarinenses entre 4 e 9 de setembro de 2026, por recrutamento digital aleatório. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.








