Joinville, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Brasil

Carlos Bolsonaro pede voto a Flávio, mas não menciona Santa Catarina na TV

Candidato ao Senado pelo PL falou da infância com Jair Bolsonaro e os irmãos, enquanto ausência do estado gerou críticas e divisão no partido.

Candidato em SC, Carlos ignora estado, lembra infância e pede voto a Flávio

Carlos Bolsonaro (PL) não mencionou Santa Catarina no primeiro programa de televisão da campanha ao Senado pelo estado. A aparição foi dedicada à filha, a lembranças da infância com o pai, Jair Bolsonaro, e aos irmãos Flávio e Eduardo. No encerramento, ele pediu votos para o irmão e apresentou a composição da chapa majoritária.

O candidato começou falando de Júlia, sua filha de três anos e meio, e contou que os dois assistem juntos a desenhos e músicas infantis. Em seguida, a propaganda exibiu fotos antigas e recuperou memórias da convivência familiar. Jair Renan, o filho caçula de Jair Bolsonaro, não foi citado.

Carlos descreveu a mãe como a responsável por impor disciplina em casa e afirmou que o pai conduzia a família pelo diálogo. Também lembrou as brincadeiras na rua e destacou a habilidade de Flávio no futebol. “Sempre fomos muito unidos”, declarou.

Ao pedir votos, Carlos citou Flávio Bolsonaro para presidente, Jorginho Mello para governador, Adriano para vice-governador e Carol De Toni para a outra vaga ao Senado. A ausência de referências a Santa Catarina foi explorada por adversários e se tornou um ponto de tensão dentro do diretório estadual do PL.

Críticas e disputa pelo Senado

Afrânio Boppré (PSOL), também candidato ao Senado, afirmou que as vagas catarinenses não deveriam ser destinadas a uma família do Rio de Janeiro. A crítica foi feita no horário eleitoral da coligação de esquerda no estado.

A entrada de Carlos na chapa majoritária provocou divisão no PL. O candidato ainda busca se firmar como um nome de Santa Catarina, enquanto pesquisas apontam uma disputa acirrada pelas cadeiras do Senado, sem resultado definido.

Carol De Toni falou sobre sua trajetória no estado e sobre o trabalho como deputada federal. Ela disse ter aprovado mais de 1.200 leis com colegas de oposição e destinado mais de R$ 370 milhões a municípios catarinenses. Ao final, pediu votos para Carlos, a quem chamou de amigo.

Esperidião Amin, que perdeu espaço na coligação com a chegada de Carlos, busca a reeleição ao Senado. Em seu programa, destacou a oposição ao ministro Alexandre de Moraes, o voto contra a indicação de Jorge Messias ao STF, a relatoria da dosimetria e a autoria de um projeto de anistia.

Na disputa pelo governo, Jorginho Mello (PL) apresentou ações dos últimos quatro anos à frente do estado. João Rodrigues (PSD) destacou sua passagem pela prefeitura de Chapecó. Merísio, candidato de Lula, se apresentou como alternativa ao extremismo e afirmou que quer “dar um basta neste extremismo que nos envergonha”. Ele está distante da política há oito anos e tenta consolidar o apoio do eleitor lulista em Santa Catarina.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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