A jornalista Míriam Leitão criticou declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) sobre apostas online e afirmou que ele apresentou de forma distorcida a trajetória da regulamentação das bets no Brasil. Para ela, esse tipo de discurso representa “engodo e manipulação” dentro do debate eleitoral.
Míriam mencionou uma transmissão ao vivo feita pelo senador e disse que a autorização para apostas esportivas e cassinos online teve origem no governo do ex-presidente Michel Temer. A previsão era que as regras fossem definidas na gestão seguinte.
De acordo com a jornalista, a falta de regulamentação durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro contribuiu para a expansão das plataformas. As empresas do setor, segundo a análise apresentada por ela, buscavam evitar limites para a atividade e a cobrança de impostos.
Disputa no Congresso
A regulamentação avançou durante o governo Lula, que decidiu estabelecer regras e cobrar tributos das empresas. A proposta enfrentou pressão no Congresso, e a autorização para cassinos online associados ao chamado Jogo do Tigrinho foi incluída no texto aprovado pela Câmara dos Deputados.
O Senado tentou retirar esse trecho, mas a Câmara dos Deputados recolocou a previsão no projeto. A discussão também envolve os efeitos econômicos e sociais atribuídos às empresas de apostas, que passaram a ocupar espaço no debate eleitoral.
“A questão é que, mesmo regulamentadas, o que se vê agora é que essas empresas estão provocando um problema econômico e social”, afirmou Míriam.
A jornalista também citou uma Medida Provisória apresentada por Lula para proibir a atividade no Brasil. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Congresso e, na avaliação dela, não encerra o debate.
Míriam disse que as bets mantêm forte atuação política no Congresso e que a discussão sobre o futuro do setor deve continuar. Para ela, as empresas precisam ser contidas, enquanto o resultado das próximas etapas ainda será definido.








