GOIÂNIA — Goiânia foi usada como ponto de conexão por 32,20% dos visitantes entrevistados em uma pesquisa realizada em julho. Mesmo entre as pessoas que fizeram apenas uma parada na capital, 95% avaliaram a experiência como boa ou excelente, e 98,33% disseram que recomendariam a cidade como destino turístico.
O levantamento ouviu 354 pessoas no Aeroporto Internacional de Goiânia, no Terminal Rodoviário e no Zoológico. Desse total, 240 foram classificados como turistas, enquanto os demais estavam em conexão.
Entre os visitantes que tinham Goiânia como destino final, a principal motivação foi visitar familiares e amigos, com 22,32% das respostas. O lazer apareceu em seguida, com 13,28%, e as viagens a negócios representaram 10,73%.
Locais procurados e avaliação dos serviços
O Zoológico de Goiânia foi o local ou atividade mais citado pelos participantes, com 46,67%. Shoppings e a Região da 44 apareceram em 44,62% das respostas. Bares e restaurantes foram mencionados por 34,87%, enquanto parques e áreas verdes somaram 28,21%.
Na avaliação dos serviços e atrativos, a gastronomia recebeu a maior nota média, 4,7. A hospitalidade ficou com 4,6, os atrativos turísticos tiveram 4,5 e a segurança recebeu 4,4.
A maior parte dos entrevistados morava no Brasil, que representou 94,07% da amostra. Goiás foi o estado de origem mais frequente, com 27,97%, seguido por São Paulo, com 11,86%. Maranhão respondeu por 10,17%; Tocantins, por 8,19%; e Mato Grosso, por 7,91%.
Os visitantes internacionais corresponderam a 5,93% do total e vieram de dez países. Estados Unidos, com 1,98%, e Argentina, com 0,85%, foram os principais locais de origem entre eles.
A faixa etária de 35 a 44 anos concentrou 29,66% dos participantes. Mulheres representaram 55,65% da amostra, homens corresponderam a 44,07% e pessoas não binárias, a 0,28%. Além disso, 47,46% informaram ter viajado com a família.
Transporte, permanência e próximas etapas
O ônibus regular foi o principal meio de chegada a Goiânia, citado por 40,68% dos entrevistados. O carro particular apareceu com 30,51%, seguido pelo avião, com 23,16%.
Entre os que se hospedaram na cidade, a permanência mais comum foi de uma a três noites. Mais de 53% afirmaram gastar até R$ 300 por dia, enquanto 16,25% relataram despesas superiores a R$ 1 mil diariamente. A faixa de renda mais frequente foi de R$ 3.243 a R$ 6.484 por mês, indicada por 25,14%. Servidores públicos e trabalhadores formais ou assalariados representaram 50,28%.
A pesquisa de julho foi a primeira de quatro etapas previstas para 2026. O levantamento pretende ouvir 1.500 pessoas em diferentes períodos do ano, com novas entrevistas programadas para setembro, novembro e dezembro. A proposta é comparar o perfil dos visitantes, os motivos das viagens, os gastos, o tempo de permanência e a avaliação da experiência em períodos de alta e baixa temporada.








