GOIÂNIA — O Tribunal do Júri da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida reconheceu a tentativa de feminicídio contra uma mulher e a lesão corporal gravíssima cometida contra o filho dela. O homem acusado pelos crimes foi condenado a 17 anos e dois meses de prisão.
A decisão foi proferida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. A pena deverá começar em regime fechado, e o condenado teve negado o direito de recorrer em liberdade. Com isso, ele deve permanecer preso durante a tramitação do recurso.
O crime aconteceu em 30 de julho de 2025, no Jardim Novo Mundo. Durante a agressão, o adolescente, de 13 anos, tentou proteger a mãe e foi atingido no olho direito. Ele perdeu a visão e ficou com deformidade permanente.
Agressão após comemoração
Conforme o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o casal tinha saído para comemorar o aniversário do homem. Durante a noite, ele teria usado drogas e passado a ofender a companheira. Após o retorno para casa, a discussão continuou, e o homem teria acusado a mulher de dar atenção a um vendedor de espetinho.
A briga evoluiu para violência física. Segundo o processo, a vítima levou tapas, socos e mordidas, além de ser atacada com uma faca. Os gritos fizeram o filho tentar intervir. A facada, ainda conforme o processo, seria destinada à mulher, mas atingiu o adolescente.
Depois do ataque, o homem deixou o local. Ele foi encontrado e preso pouco tempo depois, ainda com a faca usada na agressão.
Decisão dos jurados
Os jurados consideraram que a violência contra a mulher ocorreu no contexto doméstico e esteve relacionada à condição feminina, o que caracterizou a tentativa de feminicídio. Também reconheceram a gravidade das lesões causadas no adolescente.
Na definição da pena, foram avaliados o modo como os crimes foram praticados, a gravidade das agressões, as circunstâncias do caso e as consequências permanentes provocadas no adolescente.








