GOIÂNIA — Quase 250 animais precisam ser retirados do imóvel onde vivem atualmente, depois que o espaço foi vendido. Silvia Clemente, responsável pelo Abrigo Anjos da Silvia, busca recursos para preparar um novo local e fazer a transferência.
O novo espaço já foi encontrado, mas ainda precisa de adaptações para receber os animais. A mudança deverá exigir transporte, mão de obra e equipes atuando nos dois endereços. A estimativa é que apenas a acomodação dos bichos custe mais de R$ 4 mil. Também será necessário contratar caminhão e pessoas para ajudar no deslocamento, em um processo previsto para durar dois ou três dias.
Custos e falta de energia
Sem renda fixa, Silvia mantém o abrigo com doações e rifas. A rotina inclui cerca de 90 quilos de ração por dia e medicamentos para animais em tratamento. Ela afirma que deixou de resgatar novos bichos para concentrar os recursos nos que já estão sob seus cuidados.
O imóvel ficou sem energia elétrica nos últimos dias, e o medidor foi retirado. A interrupção prejudica tarefas como lavar roupas, conservar alimentos e cuidar dos animais durante a noite. Silvia também relata que precisa sair para acudir os bichos quando eles brigam ou ficam agitados, mas acaba tropeçando por causa da falta de iluminação.
Uma vela teria caído entre os pertences e quase provocado um incêndio. Segundo Silvia, há ainda um idoso no local que tem pânico do escuro. Ela afirma que nem o uso de gelo tem sido suficiente para conservar os alimentos.
Pressão para deixar o imóvel
Silvia relata ter sofrido agressões verbais e afirma que pessoas teriam subido no muro durante a noite. Ela também conta que bombas foram soltas nas proximidades, deixando os animais agitados. “Não é uma mudança comum. É difícil para achar terreno, é difícil para achar moradia, é tudo caro”, disse.
A responsável pelo abrigo também precisa manter despesas da casa, como alimentação, gás e medicamentos, além de garantir ração, remédios e produtos de limpeza para os animais.
Dívidas e doações
Antes da pandemia, Silvia trabalhava, cuidava de uma loja e participava de feiras. Com o fechamento do comércio, perdeu a fonte de renda e passou a depender de doações. Atualmente, afirma ter uma dívida superior a R$ 200 mil com particulares, casas de ração, clínicas, hospitais e bancos. Parte do débito está relacionada aos gastos com os animais.
Ela também relata ter feito cirurgia na coluna e ter tido embolia pulmonar e trombose, condições que, segundo ela, dificultam os cuidados diários e a organização da mudança.
As doações em dinheiro para o abrigo podem ser feitas pela chave Pix 76085821115, em nome de Silvia Pereira de Freitas. O abrigo também recebe ração para os animais.








