Joinville, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Brasil

Bispo ligado a Flávio Bolsonaro questiona lei sobre Aparecida

JB Carvalho, fundador da igreja frequentada por Flávio e Fernanda Bolsonaro, defende em livro a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira.

Mentor religioso da família Bolsonaro diz que lei que estabelece Aparecida como padroeira do Brasil é ilegal

JB Carvalho, bispo e fundador da Comunidade das Nações, afirma que a lei que reconhece Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil é ilegal. A posição aparece em seu livro A Bomba: A verdade pode ser explosiva, publicado em 2001, e voltou ao centro da campanha presidencial por causa da proximidade do religioso com a família Bolsonaro.

“A lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”, escreveu Carvalho. Na mesma obra, ele também questiona o feriado de 12 de outubro e defende que cristãos pressionem representantes da Câmara e do Senado para alterar a condição de Aparecida como padroeira nacional.

Relação com a família Bolsonaro

A Comunidade das Nações é frequentada por Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, e foi o local onde o senador e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizados em 2024. Em dezembro de 2025, dois dias depois de anunciar sua pré-candidatura à Presidência, Flávio fez na igreja sua primeira aparição pública após o anúncio.

O senador também levou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2025, o livro Metanoia: A chave está em sua mente, de JB Carvalho, durante uma visita à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em janeiro de 2026, Michelle Bolsonaro entregou a Jair Bolsonaro outro livro do bispo, A jornada de meninos a homens.

Carvalho ainda teve presença em eventos ligados ao governo Jair Bolsonaro. Em setembro de 2021, participou de um grupo de lideranças evangélicas recebido no Palácio do Planalto para tratar da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal. No ano seguinte, durante um encontro de Bolsonaro com pastores, disse esperar que os brasileiros reconhecessem o ex-presidente como “resposta às orações da igreja”.

Em dezembro de 2021, o bispo recebeu uma condecoração da Ordem de Rio Branco, criada em 1963 para distinguir pessoas, instituições e personalidades por serviços considerados meritórios ao país.

Críticas à devoção mariana

O livro de Carvalho dedica capítulos à crítica da devoção mariana, com títulos como “A Rainha dos Céus”, “O Reavivamento Mariano” e “Derrubando seu trono”. Em outro trecho, o bispo convoca os leitores a fazerem com que Aparecida deixe de ser reconhecida como senhora da nação.

A crítica também alcança outras devoções católicas. Carvalho escreve que Aparecida, Lourdes e Fátima não seriam Maria e associa essas referências a antigas divindades pagãs. Ele afirma ainda que Maria não é mediadora, intercessora ou senhora.

A obra sustenta que a mudança deveria envolver mobilização política, com pressão sobre parlamentares. Dessa forma, a discussão sobre a condição de Nossa Senhora Aparecida está ligada a uma posição registrada por JB Carvalho em livro e à relação pública mantida pelo bispo com integrantes da família Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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