Joinville, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Editorial questiona preparo de Flávio Bolsonaro e vínculos políticos

Texto aponta herança golpista, relação com Donald Trump e diálogo com Daniel Vorcaro como pontos de cobrança ao senador.

Em editorial, Folha cobra Flávio Bolsonaro por “herança golpista”, “subserviência a Trump” e elo com Vorcaro

Um editorial intitulado “Flávio é inexperiente e herdeiro de visão golpista” questiona a preparação de Flávio Bolsonaro (PL) para disputar a Presidência e cobra dele uma posição clara sobre os limites constitucionais do cargo. O texto também aborda a herança política de Jair Bolsonaro, a relação com Donald Trump e o diálogo com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“Antes de postular à Presidência, Flávio precisa demonstrar que está preparado para exercê-la — e que aceita sem ambiguidades os limites que a Constituição impõe a quem ocupa o poder”, afirma o editorial.

O documento sustenta que Flávio não tem experiência relevante em gestão nem trajetória parlamentar suficiente, por si só, para credenciá-lo ao cargo. Também afirma que a candidatura ganhou competitividade com a polarização e com o crescimento em pesquisas, embora isso não elimine as dúvidas sobre o projeto político que ele representa.

Herança política e relações questionadas

Entre os pontos citados está a promessa de Flávio de conceder indulto ao pai, Jair Bolsonaro, enquanto mantém um discurso de confronto institucional. O texto lembra ainda que Jair foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

A atuação de Flávio em relação a Donald Trump também é questionada. O editorial classifica como arriscada a postura do senador em temas como tarifas, terras raras e mudança climática, além de cobrar um compromisso efetivo com a democracia de uma candidatura que reivindica essa herança política.

O texto menciona relações mantidas pelo círculo político de Flávio com pessoas posteriormente associadas a atividades criminosas. Entre os episódios, cita a concessão da mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio a um policial que estava preso sob acusação de homicídio e que mais tarde foi identificado como integrante de milícia.

Também é lembrada a investigação sobre um suposto esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio. O editorial menciona, ainda, o diálogo amistoso com Daniel Vorcaro e um pedido de milhões para um filme em homenagem a Jair Bolsonaro. Ao tratar dos episódios, ressalva que eles não autorizam atribuir crimes a Flávio que não foram provados, mas afirma que fazem parte de sua biografia e não podem ser ignorados.

O texto registra que a escolha do ex-presidente surpreendeu setores da direita não bolsonarista que buscavam um nome mais experiente, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Jogo em Rede com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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